Em um desdobramento que agita a política internacional, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou pelas redes sociais na manhã deste sábado (3) que forças americanas realizaram ataques na Venezuela e conseguiram capturar o presidente Nicolás Maduro. Essa declaração vem após uma noite de intensas ações militares.
Na madrugada deste sábado, a capital Caracas foi palco de pelo menos sete explosões, ouvidas em um intervalo de cerca de 30 minutos, segundo relatos da Associated Press. Moradores de diversos bairros da cidade contaram sobre tremores, barulho de aeronaves e muita correria pelas ruas. O governo venezuelano confirmou que os ataques atingiram não apenas Caracas, mas também os estados de Miranda, Aragua e La Guaira.
Por que a tensão entre Estados Unidos e Venezuela aumentou?
Essa ofensiva americana contra a Venezuela não é de agora e vem ganhando força desde agosto do ano passado. Naquele período, os Estados Unidos aumentaram para impressionantes US$ 50 milhões a recompensa para quem desse informações que levassem à prisão ou condenação de Nicolás Maduro. Pouco tempo depois, navios de guerra e até um submarino nuclear foram mandados para o Mar do Caribe, marcando o início de um reforço militar significativo na região.
A Casa Branca, por meio da porta-voz Karoline Leavitt, já havia deixado claro em 19 de agosto que o governo Trump usaria “toda a força” contra o regime venezuelano.
“Usaremos toda a força contra o regime venezuelano”, afirmou Karoline Leavitt, porta-voz da Casa Branca, em agosto.
Mas qual é a razão para tamanha pressão? O governo Trump acusa Maduro de ser o líder do chamado Cartel de los Soles, um grupo que os Estados Unidos classificaram recentemente como uma organização terrorista internacional com fortes ligações com o tráfico de drogas. Com essa classificação, autoridades americanas passaram a considerar que integrantes do regime venezuelano poderiam ser vistos como alvos legítimos em operações militares focadas em combater cartéis de drogas.
Histórico de Ataques e Reações
Os Estados Unidos já vinham realizando ataques na região. Em 2 de setembro de 2025, houve o primeiro ataque contra um barco que, supostamente, estava carregado com drogas no Mar do Caribe. Depois desse episódio, as ações em mar aberto se tornaram mais frequentes, se estendendo também para o Oceano Pacífico.
Em resposta a essa escalada, o governo da Venezuela decretou estado de exceção no fim do mês. Isso significa que foram dados poderes especiais ao presidente Nicolás Maduro para agir em caso de “agressão” por parte dos Estados Unidos. A situação permanece em alta tensão, com o mundo observando os próximos passos dessa complexa disputa geopolítica.

