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Trintões preferem Super Nintendo ao PS5 e buscam desafio e nostalgia

Adultos que cresceram com o Super Nintendo e outros consoles clássicos estão trocando os gráficos do PS5 pela nostalgia e desafio dos games antigos, além de buscarem uma interação social mais genuína e preços acessíveis.
Por Redação
Trintões preferem Super Nintendo ao PS5 e buscam desafio e nostalgia

Consoles mais antigos tem retomado preferência dos jogadores -

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Enquanto os consoles de última geração como PlayStation 5 e Xbox Series X ditam as regras do mercado de games com seus gráficos de tirar o fôlego, uma turma de jogadores está fazendo o caminho inverso. Muita gente na faixa dos 30 anos tem deixado de lado a novidade para mergulhar de cabeça nos clássicos, como Super Nintendo, Mega Drive e até os primeiros PlayStations.

Por que a volta aos clássicos?

A principal reclamação de quem jogou muito nos anos 80, 90 e começo dos 2000 é que os jogos de hoje em dia "jogam sozinhos". Diferente de antigamente, onde era você e o controle, sem muita ajuda. Lembra de Super Mario World, em que você começava com cinco vidas e, se perdesse todas, voltava para o início? A habilidade era tudo!

Essa geração cresceu decorando mapas, errando fases incontáveis vezes e encarando a temida tela de "Game Over" como uma parte normal da experiência. Não existiam tutoriais no YouTube, nem uma inteligência artificial para te dar todas as respostas. Era o jogador por ele mesmo, descobrindo os segredos do jogo na raça.

Hoje, com tantas facilidades, a paciência diminuiu. Basta uma dificuldade maior para o jogador correr para a internet em busca de "a manha" para passar daquela fase que está dando nos nervos. A sensação de conquista, para muitos, se perdeu no meio do caminho.

Cadê a galera? A interação ficou para trás

Outro ponto forte dos games antigos, e que faz muita falta hoje, é a interação "offline". A maioria dos consoles vinha com pelo menos dois controles, o que garantia disputas épicas e risadas entre amigos e familiares. Eram grandes reuniões, com a galera sentada lado a lado, vibrando ou lamentando a cada jogada.

Com os jogos online, essa convivência física foi ficando de lado. Se todo mundo tem internet e o mesmo console em casa, qual a necessidade de sair para jogar junto? Essa é uma pergunta que muitos se fazem e que, para os nostálgicos, mostra a falta que faz o calor humano durante uma partida.

Nostalgia e bolso: a dupla que impulsiona o retrogaming

O colecionador Thiago Moura explica que essa volta ao passado não é novidade. Ele compara o fenômeno a um ciclo que se repete:

“Como aconteceu com os adultos da geração 80 e 90, agora as crianças dos anos 2000 estão adultas, com seu próprio dinheiro, podendo realizar sonhos de infância. É normal reviver a nostalgia, seja com games, brinquedos ou filmes.”

Para quem viveu a era dos cartuchos assoprados e dos CDs que arranhavam, reviver esses consoles é muito mais do que um passatempo; é uma verdadeira reconexão com um tempo onde o esforço e a diversão compartilhada valiam mais que qualquer gráfico hiper-realista.

E tem mais um fator decisivo nessa retomada dos games vintage: o preço. Enquanto os jogos e consoles antigos eram acessíveis para a maioria, os atuais exigem um investimento bem alto. Um PlayStation 5, por exemplo, pode custar o mesmo que uma moto nova, sem contar os gastos com eventuais consertos. Por outro lado, muitos jogos de Mega Drive e Super Nintendo estão disponíveis de graça na internet, tornando a diversão ainda mais barata e democrática.