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Transporte sobre trilhos: Salvador é 3ª em demanda nacional em 2025

Metrô e VLT impulsionam mobilidade na capital baiana, que registrou 4,5% da movimentação de passageiros no país, segundo a ANPTrilhos
Por Redação
Transporte sobre trilhos: Salvador é 3ª em demanda nacional em 2025
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Salvador se destacou como a terceira capital do Brasil em demanda por transporte sobre trilhos em 2025. A cidade, impulsionada pelo metrô e pelos projetos de Veículo Leve de Transporte (VLT), reforça sua importância na mobilidade urbana nacional.

O setor de transporte sobre trilhos no país movimentou 2,59 bilhões de passageiros em 2025, um crescimento de 0,8% em relação ao ano anterior. Os dados são de um levantamento da Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos).

A Bahia ocupou o terceiro lugar no ranking nacional, sendo responsável por 4,5% da movimentação de passageiros. São Paulo e Rio de Janeiro lideram, concentrando mais de 94% dos usuários do sistema no Brasil.

Crescimento e desafios do transporte sobre trilhos

Apesar do crescimento, o volume de passageiros ainda não atingiu os níveis pré-pandemia. Em 2019, o setor registrou 3,22 bilhões de passageiros. A recuperação, que foi mais acelerada entre 2021 e 2024, perdeu força devido a mudanças de comportamento, como o avanço do home office e o aumento do uso de transporte individual.

Segundo a ANPTrilhos, a infraestrutura metroferroviária brasileira, que chegou a 1.144,7 km em 2025, opera próximo do limite. Sem novos investimentos em expansão, o crescimento tende a estagnar. Há uma previsão de R$ 50 bilhões em investimentos para os próximos cinco anos no setor.

Em Salvador, o transporte sobre trilhos vive um ciclo de expansão. A Linha 1 do metrô está sendo estendida em cerca de 1 km até o Campo Grande, ligando a Estação da Lapa ao centro da cidade. O investimento estimado é de R$ 1,5 bilhão.

O projeto do VLT, com 43,7 km de extensão e aproximadamente 50 paradas, será implantado em três trechos. O primeiro conectará a Ilha de São João ao Comércio, o segundo ligará Paripe a Águas Claras, e o terceiro trecho seguirá até Piatã. Especialistas apontam que, além da expansão, o setor necessita de melhorias na integração entre modais, unificação de tarifas e modernização dos sistemas de pagamento para um avanço sustentável.