Auditores do Tribunal de Contas da União (TCU) acabaram de finalizar a inspeção de documentos importantes no Banco Central (BC). O trabalho estava focado na liquidação extrajudicial do Banco Master, um processo que chamou a atenção dos órgãos de controle.
Agora, o próximo passo é a entrega de um relatório técnico. Este documento, preparado pela Unidade de Auditoria Especializada em Bancos Públicos e Reguladores Financeiros (AudBancos), deve chegar ao gabinete do ministro Jhonatan de Jesus, que é o relator do caso, na próxima semana. O relatório trará as conclusões da análise detalhada.
O que o TCU procurou na inspeção?
Desde janeiro, a equipe técnica do TCU vem investigando os motivos que levaram o Banco Central a decidir pelo encerramento das atividades do Banco Master. Eles mergulharam fundo para entender:
- A evolução dos problemas: Como a falta de liquidez (ou seja, dinheiro disponível para cumprir seus compromissos) se desenvolveu no Banco Master.
- Captação de recursos: O histórico de como o banco vinha conseguindo dinheiro, especialmente se estava oferecendo taxas de juros muito mais altas do que o normal no mercado.
O objetivo principal de todo esse trabalho é montar uma espécie de linha do tempo. Essa linha vai mostrar todas as decisões que foram tomadas pelo BC, permitindo que o TCU avalie se os processos de governança foram seguidos corretamente. Além disso, eles querem verificar se foram consideradas outras saídas, menos drásticas, antes de chegar à liquidação, que é a medida mais severa para uma instituição financeira.
A inspeção começou depois de um acordo entre o presidente do TCU, Vital do Rêgo, e o Banco Central. É importante destacar que, durante todo o processo, o Tribunal de Contas da União garantiu que respeitaria o sigilo bancário e empresarial do Banco Master. Isso significa que, mesmo fiscalizando, o TCU se comprometeu a proteger informações confidenciais da instituição financeira.
O desfecho dessa auditoria é aguardado com expectativa, pois pode trazer mais clareza sobre os procedimentos adotados em casos de instabilidade bancária e a atuação do Banco Central na proteção do sistema financeiro brasileiro.

