Enquanto o futuro de Fernando Haddad no Ministério da Fazenda ainda está em aberto, com sua saída prevista para as próximas semanas, quem já vem mostrando que tem "o controle da situação" é o secretário-executivo da pasta, Dario Durigan. Considerado o “CEO” do Ministério, Durigan já centraliza informações e despacha diretamente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A movimentação em torno de Durigan se intensificou nos últimos dias. Com Haddad de férias até o próximo sábado, 11 de fevereiro, é o secretário-executivo quem organiza os fluxos de trabalho, delega tarefas importantes e cobra resultados de diversas equipes do Ministério da Fazenda. Fontes próximas ao governo indicam que, em suas conversas com o presidente Lula para alinhar as posições, Durigan tem conquistado a confiança do chefe.
O Futuro de Haddad e as Eleições de 2026
A intenção de Fernando Haddad de deixar o comando da Fazenda, segundo ele mesmo já declarou, é para se dedicar intensamente à campanha de reeleição de Lula, que acontece em outubro deste ano. A data limite para sua saída seria fevereiro. No entanto, lideranças petistas já estão de olho em 2026 e gostariam que Haddad disputasse um cargo eletivo, seja para o Governo de São Paulo ou uma vaga no Senado pelo mesmo estado.
Dario Durigan: Um Perfil no Centro do Poder
Dario Durigan tem ganhado destaque por sua atuação nos bastidores. Sua capacidade de coordenação e a comunicação direta com o presidente Lula o posicionam como o principal candidato para assumir o Ministério da Fazenda de forma definitiva, caso Haddad realmente se afaste para a política eleitoral. Ele é visto como uma figura-chave na gestão econômica do país.
Apesar dos elogios à sua gestão, Durigan também enfrenta algumas críticas. Em um governo que se propõe a ser exemplo de representatividade para mulheres e minorias, a equipe de assessores diretamente ligada a ele mostra um desequilíbrio de gênero. Dos 32 profissionais que trabalham sob sua coordenação — incluindo subsecretários, assessores, gerentes e coordenadores —, apenas nove são mulheres. Dentre estas, somente uma ocupa o cargo de subsecretária, as demais estão em posições mais baixas na hierarquia do ministério. Esse ponto levanta questionamentos sobre a coerência entre o discurso e a prática na formação de equipes de alto escalão.

