Política

Servidor de Acajutiba é investigado por alugar carro próprio à prefeitura

Denúncia no TCM-BA aponta conflito de interesses e uso irregular de recursos públicos na gestão do transporte municipal
Por Redação
Servidor de Acajutiba é investigado por alugar carro próprio à prefeitura
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Um servidor comissionado da Prefeitura de Acajutiba, no interior da Bahia, é investigado por supostamente alugar o próprio veículo para o município. A denúncia, baseada em documentos do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA), aponta desvio de finalidade, uso irregular de recursos públicos e conflito de interesses.

O foco da investigação é Jesiel Ribeiro de Santana, gerente de Transporte Escolar. Ele teria sido beneficiado com 15 diárias para eventos em Salvador entre março de 2025 e janeiro de 2026, com agendas que não se relacionam com as atribuições de seu cargo.

Segundo a denúncia, as atividades incluíam fóruns de educação e reuniões financeiras, enquanto a prefeitura acumulava problemas na fiscalização do consumo de combustíveis, tarefa que deveria ser de sua gerência. Não há relatórios de viagem que justifiquem as diárias, conforme a representação.

Conflito de interesses no transporte municipal

O ponto mais crítico da denúncia revela que Jesiel Santana é proprietário de um veículo sublocado à empresa Nascimento Souza Transportes e Serviços e Consultoria Eireli – ME. Esta empresa recebe pagamentos da Prefeitura de Acajutiba, inclusive com verbas do Sistema Único de Saúde (SUS).

Na prática, o servidor responsável por gerir o transporte municipal teria o próprio carro operando para o município via terceirizada. Ao mesmo tempo, ele recebia verbas públicas para viagens que não correspondiam às suas funções.

A gestão do prefeito Jadiel Souza Jesus (MDB) registrou gastos expressivos em 2025, com R$ 445.504,30 em diárias, R$ 4.022.490,51 em combustíveis e R$ 1.137.744,93 em manutenção de frota, em um orçamento de R$ 101,1 milhões em despesas pagas. A denúncia também destaca o aumento da folha de pagamento em período eleitoral.

O caso segue para análise técnica dos conselheiros do TCM-BA e do Ministério Público, que devem avaliar o pedido de sanções por improbidade administrativa. A reportagem procurou a Prefeitura de Acajutiba e aguarda um posicionamento sobre as acusações.