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Salvador mostra carnaval além dos trios: circuitos e bairros encantam

Fuja da agitação! Descubra os circuitos alternativos e o carnaval nos bairros de Salvador, com festas mais tranquilas, culturais e ideais para a família.
Por Redação
Salvador mostra carnaval além dos trios: circuitos e bairros encantam

Do Pelourinho à periferia, circuitos alternativos oferecem Carnaval mais acessível -

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Para muita gente, o Carnaval de Salvador significa o axé contagiante dos grandes trios elétricos nos circuitos famosos como Barra-Ondina e Campo Grande. Mas e se a gente te contasse que existe outro Carnaval na capital baiana, igualmente vibrante, mas bem mais tranquilo e com um toque especial de comunidade?

Quem quer fugir da multidão, encontrar mais espaço para dançar, levar as crianças com tranquilidade ou simplesmente mergulhar em manifestações culturais diferentes, tem nos circuitos alternativos e na folia de bairro a resposta perfeita. Essa programação se espalha por toda a cidade de Salvador, na Bahia, valorizando artistas locais e fortalecendo a identidade de cada região.

Circuito Mestre Bimba: A festa que nasceu no bairro e ganhou o mundo

No coração do Nordeste de Amaralina, existe um circuito que é a cara da resistência e da cultura baiana: o Mestre Bimba. Batizado em homenagem ao grande mestre da Capoeira Regional, esse percurso começou como uma festa feita pela própria comunidade e, com o tempo, se tornou um circuito oficial do Carnaval.

Lá, a folia tem um ritmo mais íntimo. Blocos afros, afoxés e projetos culturais da região desfilam, criando uma conexão forte entre os moradores e a festa. É um Carnaval que acolhe os artistas da casa e abre espaço para expressões que talvez não se encaixassem nos palcos gigantes. Além disso, com desfiles durante o dia, bloquinhos para as crianças e menos trios enormes, é uma excelente pedida para famílias que buscam uma diversão mais leve e segura.

Circuito Batatinha: Calmaria e tradição no Pelourinho

Imagine curtir o Carnaval no Centro Histórico de Salvador, em meio às cores e histórias do Pelourinho, mas sem a correria dos grandes circuitos. Essa é a proposta do Circuito Batatinha, que vai do Terreiro de Jesus até a Rua Chile. Ele é um oásis de tranquilidade para quem ama a tradição baiana.

Por lá, a festa acontece ao som de fanfarras, sambas, afoxés e as clássicas marchinhas. Não espere trios elétricos gigantes. A ideia é outra: um ambiente mais acolhedor, onde famílias, turistas e gente da própria cidade podem compartilhar a alegria da festa em um ritmo mais cadenciado. O Batatinha também se conecta com o chamado "Contrafluxo", uma rota que liga a Praça Tomé de Souza à Praça Castro Alves, dando ainda mais opções para quem prefere andar livremente e assistir aos shows nos palcos espalhados.

O Carnaval pertinho de casa: A força da folia nos bairros

Mas a diversidade do Carnaval de Salvador não para nos circuitos oficiais alternativos. Em vários bairros, a festa ganha as ruas e praças, transformando-as em verdadeiros pontos de encontro comunitários. Essa folia de bairro é uma alternativa que cresce a cada ano, perfeita para quem não quer perder a festa, mas prefere não se deslocar muito.

Bairros como:

  • Cajazeiras, um dos maiores da América Latina, que tem seus próprios circuitos bem organizados e uma participação popular enorme.
  • Boca do Rio, na orla, que vem crescendo no calendário carnavalesco com sua programação.
  • Liberdade e Curuzu, territórios ricos em cultura afro, famosos pela força de seus blocos tradicionais.
  • Periperi, Plataforma e Paripe, no subúrbio ferroviário, que fervem com festas que movimentam toda a região.
  • Itapuã, Pau da Lima e Piatã, que recebem palcos com atrações para todos os gostos e idades.

Nestes locais, a estrutura é pensada para o conforto: palcos fixos, apresentações de artistas da comunidade e uma organização que agrada muito quem busca previsibilidade, especialmente quem leva crianças ou idosos para a folia.

Um Carnaval para todos: Mais democrático e acessível

Mais do que uma simples fuga da superlotação, os circuitos alternativos e as festas nos bairros representam um Carnaval mais inclusivo e democrático. Eles não só geram renda para a economia local, como também fortalecem as identidades culturais de cada canto de Salvador e ampliam o acesso à festa para todos.

“É uma chance de viver Salvador de um jeito diferente, além dos cartões-postais da folia. Descobrimos que é totalmente possível curtir o Carnaval com muita diversidade, segurança e aquele sentimento de pertencimento, sem abrir mão da alegria que faz da nossa cidade um dos maiores palcos do mundo”, explica um morador que prefere a folia de bairro.

Então, se a ideia é um Carnaval autêntico, com a cara de Salvador, mas com um toque de calma e muita cultura, os circuitos alternativos e as festas de bairro esperam por você!