Um estudante de jornalismo, de 27 anos, foi preso em flagrante em Salvador, suspeito de envolvimento na produção e armazenamento de material de abuso sexual infantojuvenil. A prisão ocorreu durante uma operação da Polícia Civil no bairro de Brotas.
O investigado, identificado como Danrley Souza Lessa, teve dois celulares apreendidos em sua residência. As equipes da Delegacia Especializada na Repressão aos Crimes contra a Criança e o Adolescente (Dercca) encontraram fotos, vídeos e conversas consideradas suspeitas nos aparelhos, que passarão por perícia.
Segundo a polícia, as investigações indicam que adolescentes, com idades entre 14 e 17 anos, eram aliciados para produzir imagens e vídeos com cenas de nudez. Pelo menos quatro vítimas já foram identificadas e prestaram depoimento às autoridades.
Investigação e modus operandi
De acordo com o delegado Francisco Geraldo, responsável pelo caso, a apuração começou em outubro de 2023, após uma denúncia. A informação inicial apontava que um fotógrafo utilizava um estabelecimento específico para se aproximar de menores.
O monitoramento contou com apoio do núcleo especializado em crimes virtuais contra crianças e adolescentes da Polícia Civil. O suspeito se apresentava nas redes sociais como designer gráfico, fotógrafo e torcedor do Esporte Clube Bahia.
A polícia afirma que ele frequentava ambientes ligados ao clube e utilizava plataformas como Instagram, WhatsApp e Telegram para se comunicar e aliciar as vítimas. Ele oferecia valores pela compra de vídeos ou fotografias envolvendo pornografia infantil.
O Esporte Clube Bahia informou, em nota, que tomou conhecimento da situação durante as investigações. O clube adotou medidas internas, acionou as autoridades competentes e acompanha os desdobramentos do caso.
Prisão e próximos passos
A Polícia Civil informou que a prisão ocorreu em situação de flagrante devido ao armazenamento do material encontrado nos aparelhos eletrônicos. O crime de armazenamento de material pornográfico infantojuvenil é de natureza permanente, permitindo a prisão a qualquer momento.
Após audiência de custódia, a Justiça converteu a prisão em preventiva, com parecer favorável do Ministério Público. O investigado está preso preventivamente à disposição da Justiça, com base em argumentos como a garantia da ordem pública e a conveniência da instrução criminal.
As investigações continuam, e a polícia aguarda o resultado da perícia realizada nos celulares apreendidos. A expectativa é identificar novas conversas e possíveis vítimas, que podem se sentir mais confortáveis em procurar a delegacia após a repercussão do caso.

