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Roger Gabriel: joia do Bahia busca espaço no time principal

Roger Gabriel, promessa da base do Bahia, tem figurado no banco do time principal, mas sem entrar em campo. Entenda por que a joia tricolor ainda não recebe chances.
Por Redação
Roger Gabriel: joia do Bahia busca espaço no time principal

Após cinco meses, Roger Gabriel voltou ao banco de reservas do profissional na partida contra a Juazeirense -

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A paixão da torcida do Bahia pela base é antiga, e muitos olhos se voltam para os “Pivetes de Aço” na esperança de ver novos talentos brilharem no time principal. Recentemente, um jovem em especial tem chamado a atenção: Roger Gabriel. Com apenas 18 anos, ele esteve no banco de reservas na partida contra a Juazeirense, em 8 de outubro, voltando a ser relacionado após cinco meses. Mas, para a frustração dos fãs e do próprio atleta, ele não entrou em campo, uma cena que se repete a cada vez que integra o elenco profissional.

Roger Gabriel já foi visto como a principal joia da base tricolor. Um talento nato, com um potencial enorme reconhecido por todos no clube. Ele até já mostrou serviço em campo, como aquela assistência crucial em um clássico contra o Sport, um momento que acendeu a esperança de vê-lo mais vezes. A grande questão é: por que ele não tem as mesmas oportunidades que outros jovens promissores, como Ruan Pablo, Dell, Kauê Furquim e David Martins, estão tendo com o técnico Rogério Ceni?

O amadurecimento mental: a chave para as portas do profissional

Apesar de todo o talento técnico, a resposta para essa pergunta parece estar fora das quatro linhas. De acordo com informações internas do Bahia, há uma expectativa de que, por ser um pouco mais velho que outras promessas, Roger Gabriel já deveria estar em um estágio mais avançado de amadurecimento mental. E é justamente nesse ponto que, segundo o entendimento do clube, a evolução ainda não aconteceu no nível desejado.

“O entendimento interno é de que essa evolução mental ainda não ocorreu no nível esperado, o que ajuda a explicar o fato de o jogador não ter sido totalmente ‘abraçado’ pelo técnico Rogério Ceni.”

Essa questão do desenvolvimento mental e psicológico é algo que Rogério Ceni valoriza bastante. O treinador, que acompanha de perto as categorias de base do Esquadrão, tem dado mais espaço a outros atletas que, mesmo com um potencial técnico talvez menor, demonstram um maior desenvolvimento nesse aspecto crucial para a vida de um jogador profissional. Para Ceni, a cabeça precisa estar tão preparada quanto as pernas.

Oscilação na base e o futuro promissor

Além da maturidade mental, o desempenho de Roger Gabriel nas categorias de base também é um fator. O jogador, por vezes, apresenta oscilações entre atuações brilhantes e partidas abaixo do esperado, e não tem conseguido o mesmo impacto que os outros quatro jovens citados anteriormente. Isso o coloca, neste momento, um pouco atrás nas primeiras opções para o técnico Rogério Ceni.

Mas nem tudo são nuvens para o “Pivete de Aço”. O Bahia vê em Roger Gabriel um talento e potencial gigantescos, e ainda deposita muita confiança nele. Prova disso é que o jovem foi um dos nomes apresentados ao Grupo City como uma das grandes promessas da base, chegando a participar de intercâmbios em Manchester, na Inglaterra, com o City, e em Girona, na Espanha, com o Girona.

Com contrato válido até 2027, Roger Gabriel continua sendo um dos atletas nos quais o clube investe pesado. O objetivo do Tricolor é que ele possa, no futuro, ajudar a consolidar o Bahia como a melhor categoria de base do futebol brasileiro. A jornada é longa, e o desafio agora é transformar o potencial em consistência, tanto técnica quanto mental, para finalmente conquistar seu lugar entre os profissionais.