Polícia

Receita Federal apreende 283 kg de haxixe em Guarulhos; valor é de R$ 34 milhões

Cães farejadores localizaram a droga em duas cargas vindas da Califórnia, nos Estados Unidos, no Aeroporto Internacional de São Paulo
Por Redação
Receita Federal apreende 283 kg de haxixe em Guarulhos; valor é de R$ 34 milhões
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A Receita Federal realizou a maior apreensão de haxixe da história do país nesta quinta-feira (16). Foram encontrados 283,50 kg da resina concentrada de Cannabis no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, com valor estimado em R$ 34,02 milhões.

A substância foi localizada por cães de faro treinados da Receita Federal. O haxixe estava escondido em duas cargas que tinham como origem a Califórnia, nos Estados Unidos.

Segundo a Receita Federal, a apreensão será comunicada formalmente às autoridades norte-americanas. A ação faz parte do Projeto MIT (Mutual Interdiction Team), uma iniciativa de combate ao crime transnacional firmada em 10 de abril entre a Receita Federal e a agência de fronteiras dos Estados Unidos, a U.S. Customs and Border Protection (CBP).

O governo federal explicou que a cooperação está inserida no contexto do diálogo entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o líder norte-americano, Donald Trump. As drogas e os documentos da importação foram encaminhados à Polícia Federal para o seguimento das investigações.

Combate ao tráfico de haxixe na Bahia e no Brasil

Além da ocorrência desta quinta-feira, a Receita Federal registrou oito apreensões de haxixe em 2024, que somaram 1.486 kg. O combate ao tráfico de haxixe é uma prioridade das forças de segurança em todo o Brasil, incluindo a Bahia, onde operações recentes também resultaram em prisões e apreensões significativas.

Na madrugada desta quinta-feira (16), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) também apreendeu mais de 4 quilos de haxixe. A droga foi encontrada no interior de um ônibus que seguia para o Rio de Janeiro, na Rodovia Presidente Dutra (BR-116), em Piraí.

A substância estava em uma maleta, sob o assento ocupado pela motorista, que disse às autoridades que receberia dinheiro pelo transporte da droga de São Paulo para a Ilha do Governador. As cadelas farejadoras da PRF foram essenciais na identificação do entorpecente.