A prisão do ex-deputado federal Uldurico Júnior (PSDB) na quinta-feira (16) gerou repercussão no PSDB da Bahia. Ele foi detido no âmbito da Operação Duas Rosas, deflagrada pelo Ministério Público da Bahia (MPBA).
O ex-parlamentar, que se filiou ao PSDB em 4 de abril, é investigado por supostamente negociar R$ 2 milhões com uma organização criminosa. O objetivo seria facilitar a fuga de 16 internos do Conjunto Penal de Eunápolis, ocorrida em dezembro de 2024.
Segundo Carlos Muniz, presidente da Câmara Municipal de Salvador e membro do PSDB, o partido não tinha conhecimento dos fatos. Ele defendeu o direito de ampla defesa para Uldurico Júnior.
Investigação e Contexto Político
A Operação Duas Rosas cumpriu mandados de prisão e busca e apreensão em diversas cidades baianas, incluindo Salvador, Camaçari, Teixeira de Freitas, Eunápolis e Porto Seguro. As medidas também atingiram um ex-vereador de Eunápolis e um advogado.
Entre os fugitivos estaria Ednaldo Pereira de Souza, conhecido como “Dada”, apontado como líder do Primeiro Comando de Eunápolis (PCE). Conforme o MPBA, a facção tem atuação regional e ligação com o Comando Vermelho.
A defesa de Uldurico Júnior afirmou, em nota, que a prisão preventiva foi precipitada. Os advogados questionam o tempo decorrido desde os fatos investigados, alegando possível afronta aos princípios da razoabilidade e proporcionalidade.
O PSDB informou que aguardará os próximos desdobramentos do caso para decidir sobre a eventual candidatura de Uldurico Júnior à Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) nas eleições de outubro deste ano.

