Um dos chefes da facção criminosa Comando Vermelho (CV) em Salvador foi preso na madrugada desta quarta-feira (8), após apresentar nome falso em uma clínica no bairro Canela. O homem, identificado como Fábio Souza Costa, de 41 anos, buscava atendimento médico por ferimentos de um tiroteio.
Conhecido pelos apelidos de Binho, Xande e Anjo, Fábio Souza Costa é suspeito de participar da morte do cabo Glauber Rosa dos Santos, de 42 anos, ocorrida em fevereiro. Ele foi localizado por policiais militares do 30º Batalhão de Polícia Militar (BPM) e pela Coordenação de Polícia Interestadual (Polinter).
Segundo a Polícia Civil, o suspeito possuía um mandado de prisão em aberto, expedido pela 1ª Vara de Execuções Penais de Salvador. Ele foi encaminhado para o Hospital Geral do Estado (HGE), onde permanece sob custódia.
Ação policial e histórico criminal
A prisão do chefe do CV ocorreu após uma troca de tiros no Nordeste de Amaralina, momentos antes de ele procurar a clínica. O coronel Antonio Magalhães, da Polícia Militar, informou que a captura foi resultado de ações de inteligência e integração entre as forças de segurança.
De acordo com Magalhães, Fábio Souza Costa liderava outros indivíduos que foram detidos nesta semana na região do Nordeste de Amaralina. O suspeito tentou, inclusive, subornar uma técnica de enfermagem com cerca de R$ 6 mil para conseguir uma transferência discreta para uma unidade de saúde particular, conforme apurou o portal A TARDE.
O comportamento de Binho na clínica, com insistência por atendimento rápido e intimidação aos funcionários, levou a equipe a acionar as forças de segurança. Ele já tinha um histórico criminal extenso, incluindo uma prisão em 2019 por manter seis moradores reféns no bairro de Santa Cruz, respondendo por porte ilegal de arma de fogo, resistência, cárcere privado e tráfico de drogas.
Morte do cabo Glauber Rosa dos Santos
O cabo Glauber Rosa dos Santos morreu após ser baleado na cabeça no dia 3 de fevereiro, no bairro do Vale das Pedrinhas, parte do Complexo do Nordeste de Amaralina. O policial foi atingido por um grupo de homens armados enquanto equipes do 30º Batalhão realizavam rondas preventivas na região durante a Operação Paredão.
O disparo foi feito com um fuzil calibre 5,56, e o projétil ficou alojado na cabeça do PM. Ele chegou a ser socorrido para o HGE, mas não resistiu aos ferimentos. A prisão do chefe do CV é um desdobramento importante na investigação do caso.

