O preço do barril de petróleo superou a marca de US$ 100 nesta segunda-feira (30), pela primeira vez desde julho de 2022. A alta foi impulsionada por comentários do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e por ataques de rebeldes houthis, apoiados pelo Irã, contra Israel, intensificando temores de escalada no conflito no Oriente Médio.
O petróleo WTI, referência nos EUA, registrou alta de 3,25%, fechando a US$ 102,88. Já o petróleo Brent, referência global, subiu 0,19%, encerrando o dia a US$ 112,78 por barril, conforme dados da imprensa internacional.
Segundo o Financial Times, Donald Trump afirmou em entrevista publicada no domingo (29) que deseja "tomar o petróleo do Irã" e que poderia anexar a Ilha de Kharg, responsável por cerca de 90% das exportações de petróleo do país.
Impacto das tensões geopolíticas no preço do barril de petróleo
A instabilidade no Oriente Médio, uma das principais regiões produtoras de petróleo, historicamente afeta os mercados globais. A possibilidade de um conflito mais amplo pode restringir a oferta, elevando os preços do barril de petróleo e impactando diretamente a economia mundial.
No Brasil, a variação do preço do barril de petróleo influencia os valores dos combustíveis, como gasolina e diesel, que são repassados aos consumidores. A alta pode gerar pressão inflacionária e afetar diversos setores, do transporte à indústria, com reflexos no custo de vida dos baianos.
O cenário de incertezas geopolíticas mantém a atenção dos analistas sobre o mercado de energia, com projeções de que o preço do barril de petróleo pode continuar volátil nos próximos meses.

