A Polícia Militar de São Paulo abriu um processo administrativo para expulsar o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto da corporação. Ele é suspeito de matar a esposa, a também policial militar Gisele Alves Santana, em 18 de fevereiro.
A informação foi confirmada pelo secretário de Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico, nesta segunda-feira (27). O processo de expulsão da PM segue em paralelo às investigações criminais sobre a morte da soldado.
Segundo o secretário, mesmo que Geraldo não seja condenado na esfera criminal, ele ainda pode ser expulso da Polícia Militar. A decisão final é de uma comissão interna da corporação.
Investigação e Contexto do Caso
O processo de expulsão do tenente-coronel é julgado por uma comissão, que garante o direito à ampla defesa e ao contraditório, o que pode prolongar a decisão. Caso o oficial seja absolvido na Justiça por "inexistência do fato" ou "negativa de autoria", a PM pode ser obrigada a não expulsá-lo.
De acordo com o secretário, o salário de Geraldo foi cortado no momento em que ele adentrou o sistema prisional. A Polícia Civil investiga a morte de Gisele Alves Santana, inicialmente registrada como suicídio.
Relatório da investigação aponta que o tenente-coronel teria desbloqueado o celular da esposa minutos após a morte dela. Perícia no aparelho de Gisele indica indícios de "limpeza digital" após o disparo que a matou, com dados acessados enquanto a vítima aguardava socorro.
Para a polícia, esse comportamento levanta a hipótese de tentativa de alteração de provas digitais. A soldado Gisele Alves Santana foi morta com um tiro na cabeça no apartamento onde morava com o marido.
Após pedidos da família da vítima, depoimento de uma vizinha e uma pista na cena do crime, o corpo de Gisele foi exumado. O laudo necroscópico apontou lesões no rosto e pescoço da mulher, levando a Justiça a tratar o caso como possível feminicídio.

