Polícia

PF quebra sigilo de celular de dono do Banco Master

A Polícia Federal quebrou o sigilo do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, após ele se recusar a dar a senha, avançando na investigação de fraudes bilionárias.
Por Redação
PF quebra sigilo de celular de dono do Banco Master

-

Compartilhe:

A Polícia Federal conseguiu acessar o celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, após ele se recusar a fornecer a senha do aparelho. A ação, que utilizou uma ferramenta de quebra de criptografia, é um passo importante na investigação sobre as supostas fraudes bilionárias envolvendo a instituição financeira.

Os dados coletados do telefone de Vorcaro estão sendo organizados e, nos próximos dias, serão enviados ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR). Essa medida visa aprofundar as apurações sobre as irregularidades que cercam o Banco Master.

Tecnologia de ponta para desvendar segredos

A decisão de quebrar o sigilo do aparelho de Daniel Vorcaro veio depois que o banqueiro não quis colaborar durante seu depoimento à PF, conforme informações da CNN. O celular, que tinha uma proteção extra, exigiu que a polícia usasse uma tecnologia bem específica e avançada.

A Polícia Federal conta com ferramentas modernas capazes não só de romper criptografias de segurança de celulares atuais, mas também de recuperar informações que foram apagadas. Essa capacidade técnica foi recentemente aprimorada com a compra de novos softwares, ampliando o poder de investigação da corporação em casos complexos como este.

Ainda há a expectativa de que o ministro Dias Toffoli, do STF, autorize que esses dados sejam compartilhados com a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Daniel Vorcaro está agendado para depor a essa comissão no dia 26 de fevereiro, logo depois do feriado de Carnaval.

O escândalo por trás do Banco Master

O Banco Master está no centro de uma grande investigação da Polícia Federal, com suspeitas de crimes sérios. A instituição, que tem sua liquidação decretada pelo Banco Central para novembro de 2025, é acusada de um esquema complexo.

  • Fraudes bilionárias: A polícia investiga a possibilidade de golpes financeiros que movimentaram valores altíssimos.
  • Manipulação de balanços: Há indícios de que os registros financeiros do banco foram alterados para esconder a real situação.
  • Emissão de títulos sem lastro: A suspeita é que o banco tenha criado títulos financeiros sem a garantia ou o valor correspondente.
  • Lavagem de dinheiro e ocultação de prejuízos: As investigações apontam que o Banco Master cresceu oferecendo lucros muito altos, mas usava fundos para esconder perdas e movimentar dinheiro de origem ilícita.

As ações da PF, como a quebra do sigilo do celular de Vorcaro, são cruciais para desvendar a fundo esse caso, que expõe uma teia de possíveis crimes financeiros com grande impacto.