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PF cumpre mandados na Bahia em apuração de vazamento de dados do STF

A Polícia Federal agiu na Bahia e outros estados em investigação sobre possível vazamento de dados de ministros do STF e seus familiares da Receita Federal. Servidores são alvos.
Por Redação
PF cumpre mandados na Bahia em apuração de vazamento de dados do STF

Ao todo, foram quatro mandados executados contra servidores públicos -

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A Polícia Federal (PF) realizou uma importante operação nesta terça-feira, dia 17, cumprindo mandados em três estados brasileiros, incluindo a Bahia. O alvo da ação são servidores públicos suspeitos de um grave crime: o vazamento ilegal de dados sigilosos da Receita Federal. Essas informações sensíveis estariam ligadas a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e seus familiares, um fato que levanta sérias preocupações sobre a segurança e a privacidade de altas autoridades do país.

A investigação busca a fundo para descobrir se houve, de fato, uma quebra ilegal de sigilo fiscal. Isso significa verificar se os dados financeiros e pessoais de integrantes da mais alta corte do Brasil foram acessados ou repassados sem qualquer autorização legal. É um crime sério que pode abalar a confiança nas instituições e expor pessoas a riscos. A PF quer entender se funcionários da Receita Federal agiram de forma indevida, usando a posição para obter ou distribuir essas informações confidenciais.

Ao todo, a operação da PF executou quatro mandados de busca e apreensão. Essas ações foram direcionadas a endereços ligados aos servidores investigados nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e na Bahia. A ordem para a operação veio diretamente do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), mostrando a relevância e a seriedade do caso.

Além das buscas, a Justiça determinou uma série de medidas preventivas para os envolvidos. O objetivo é garantir que a investigação prossiga sem interferências e que não haja novas violações ou fugas dos suspeitos. Entre as ações impostas estão:

  • Monitoramento por tornozeleira eletrônica, que restringe a movimentação dos investigados;
  • Afastamento imediato do exercício da função pública, impedindo o acesso a novos dados;
  • Cancelamento de passaportes, para evitar viagens internacionais;
  • Proibição expressa de sair do Brasil.

A Polícia Federal fez questão de esclarecer que nenhum prédio da Receita Federal foi alvo da operação. As diligências se concentraram exclusivamente nas residências e outros endereços particulares dos servidores que estão sob suspeita, onde a PF busca por provas, documentos e equipamentos eletrônicos que possam confirmar o vazamento.

Esta apuração acontece em um cenário nacional onde investigações sensíveis envolvendo autoridades do Judiciário têm sido frequentes. A operação da PF sublinha o compromisso das autoridades em coibir o uso indevido de informações sigilosas dentro da máquina pública, protegendo não apenas os indivíduos envolvidos, mas a própria integridade e a credibilidade das instituições brasileiras perante a população.