Um bebê de apenas um mês de vida foi encontrado sozinho e em meio à multidão durante o Carnaval de Salvador, na Bahia, em um episódio que chocou a cidade e levantou discussões sobre a segurança e o cuidado infantil em grandes eventos. O caso, registrado no último domingo, dia 15, próximo à Praça da Piedade, agora tem um desfecho inicial com a Defensoria Pública do Estado da Bahia (DPE/BA) acompanhando de perto os desdobramentos e garantindo que os direitos de todos os envolvidos sejam respeitados.
Os pais da criança foram localizados logo após o ocorrido, em meio ao tumulto da festa. De acordo com informações da Defensoria Pública, eles se desentenderam, e a situação escalou para agressões mútuas, culminando no abandono do bebê em um local de grande movimento. Ambos foram levados para atendimento médico, receberam alta e, em seguida, foram presos em flagrante, um passo importante para a apuração dos fatos. A Defensoria, como é sua função, acompanhou o caso na esfera criminal, garantindo que os pais tivessem assistência jurídica durante o processo.
Afastamento judicial e o cuidado com o bebê
Em uma decisão crucial para o futuro do recém-nascido, a Justiça determinou o afastamento temporário dos pais do convívio com o filho. Essa medida visa proteger a criança e garantir um ambiente seguro enquanto a situação familiar é resolvida. Atualmente, o bebê está sob os cuidados de uma instituição de acolhimento, um abrigo especializado em oferecer proteção e amparo a crianças em situação de vulnerabilidade.
Logo após ser encontrado, o pequeno foi levado a uma unidade de saúde para avaliação clínica completa. Felizmente, os exames confirmaram que a criança não tinha ferimentos, doenças ou qualquer sinal de maus-tratos, o que trouxe um alívio em meio à gravidade do caso. Após essa verificação, ele retornou ao abrigo, onde continua recebendo todos os cuidados necessários, incluindo alimentação, higiene e atenção de profissionais.
Em busca de um lar e apoio à família
A busca por uma solução familiar definitiva para o bebê já começou. A Defensoria Pública, atuando na proteção dos direitos da criança, conseguiu localizar uma tia paterna. Ela agora está sendo avaliada pelas redes de proteção e pelo sistema de Justiça para verificar se possui as condições necessárias para assumir a guarda temporária. O objetivo é analisar essa possibilidade sempre pensando no 'melhor interesse' do pequeno, um princípio fundamental em todos os processos que envolvem crianças e adolescentes, que prioriza o bem-estar e o desenvolvimento saudável.
Ainda segundo a DPE/BA, a família já recebia assistência do Núcleo de Defesa da População em Situação de Rua (Pop Rua). Essa informação contextualiza a delicada situação de vulnerabilidade social em que os pais se encontravam, o que reforça a complexidade do caso e a necessidade de apoio contínuo para essa família, que vai além da esfera criminal, abrangendo questões sociais e econômicas.

