Política

Petrobras: estatal amplia entrega de combustíveis e responde à ANP

Companhia afirma que volumes enviados às distribuidoras superam em 15% o acordado, após notificação da agência reguladora sobre leilões cancelados
Por Redação
Petrobras: estatal amplia entrega de combustíveis e responde à ANP
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A Petrobras informou nesta sexta-feira (20) que mantém a entrega de combustíveis em carga máxima ao mercado, ampliando e antecipando os volumes para as distribuidoras. A declaração da estatal ocorre após a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) notificar a empresa sobre a oferta de volumes de leilões de diesel e gasolina cancelados em março.

A companhia detalhou que os volumes fornecidos são 15% superiores aos montantes acordados no início do mês. A ANP havia solicitado que a Petrobras apresentasse imediatamente os detalhes sobre os combustíveis que não foram ofertados nos leilões.

Segundo a Petrobras, a empresa analisará o teor completo da decisão da ANP para avaliar todos os detalhes e implicações. A estatal garantiu que sempre prestou e continuará prestando todas as informações e esclarecimentos solicitados pelo órgão regulador, com o qual mantém uma relação de respeito e colaboração.

Contexto e Preços na Bahia

A notificação da ANP exige que a Petrobras apresente informações detalhadas sobre importações previstas, produtos a serem ofertados, preços de compra e venda, datas de chegada e nomes dos navios. O objetivo é aumentar a previsibilidade no setor de combustíveis, que tem impactado diretamente o consumidor baiano.

Em Salvador, por exemplo, o preço da gasolina atingiu recordes recentes, chegando a quase R$ 8 em alguns postos. A situação é acompanhada de perto por autoridades e consumidores, que buscam saídas para a crise dos combustíveis no Brasil.

A ANP, por sua vez, afirmou que, até o momento, não identificou restrições à manutenção das atividades ou à disponibilidade de combustíveis no mercado doméstico, considerando as fontes usuais de suprimento do país e as importações. No entanto, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, não descartou novos aumentos nos preços dos combustíveis caso o cenário de guerra internacional persista. A empresa segue reavaliando diariamente as necessidades e estratégias para evitar a volatilidade para a sociedade.