O perfil do produtor rural brasileiro passa por uma profunda transformação, com projeções indicando que, até 2030, o líder do campo precisará de habilidades aprimoradas em gestão e tecnologia. A mudança é impulsionada pela crescente demanda por eficiência, custos mais altos e a rápida evolução tecnológica no setor agropecuário.
A revolução tecnológica, antes associada às grandes cidades, agora alcança o campo, exigindo uma nova postura dos gestores. A pecuária brasileira, em particular, vive uma transformação silenciosa que deve redefinir o setor.
Segundo Rodrigo Patussi, diretor da Terra Desenvolvimento, a pecuária moderna exige uma liderança mais preparada para cenários complexos. Ele explica que o novo líder rural deve ter um entendimento abrangente do negócio, que vai além da produção de grãos ou gado, focando na gestão e conexão de pessoas.
Desafios e oportunidades na Bahia
Na Bahia, o cenário não é diferente. Humberto Miranda, presidente do Sistema Faeb/Senar, destaca que o mercado agropecuário baiano será cada vez mais marcado por mudanças tecnológicas. Ele ressalta que o setor deverá ser mais tecnificado, mecanizado e tecnológico, influenciando diretamente o perfil do novo produtor rural no estado.
Miranda aponta a educação tecnológica como um grande desafio para qualificar a mão de obra e permitir a absorção das novas tecnologias. Além disso, ele prevê que a produção será 100% ligada à sustentabilidade e à mecanização até 2030, impulsionando a criação de novos postos de trabalho na Bahia.
A falta de mão de obra no campo, ligada à diversidade de oportunidades e à diminuição do crescimento populacional, reforça a necessidade de mecanização. Com menos pessoas, a tecnologia permitirá produzir mais alimentos e outros produtos agroindustriais.
Patussi acrescenta que fatores externos, como conflitos internacionais, também influenciam o perfil do produtor rural. A volatilidade do mercado exige uma liderança mais defensiva e atenta à eficiência no uso de recursos e tecnologia, dada a conexão global da economia.

