Um pastor, identificado como David Gonçalves Silva, da igreja Shekinah House Church, foi preso na Região Metropolitana de São Luís, no Maranhão, sob suspeita de comandar um esquema de castigos físicos, punições psicológicas e abusos sexuais contra os fiéis.
A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil, que apura denúncias de controle extremo e coerção dentro da comunidade religiosa. O caso, que envolve o pastor preso abusos, segue em apuração pelas autoridades.
De acordo com a Polícia Civil, os frequentadores da igreja eram submetidos a regras rígidas e isolados do convívio externo. Eles eram proibidos de usar celular e manter contato com familiares, vivendo sob vigilância constante.
As investigações apontam que, como forma de punição, os fiéis eram obrigados a escrever repetidamente a frase “eu preciso aprender a respeitar o meu líder”. Há também relatos de agressões físicas, como chineladas e chicotadas, chamadas de 'readas', com a quantidade de golpes definida pelo próprio pastor.
Em um dos casos, quatro vítimas receberam entre 15 e 25 chicotadas cada. O local abrigava mais de 100 jovens, que eram referidos pelo pastor como “piões”, e o espaço onde dormiam era chamado de “baia”.
Denúncias de Abusos Sexuais e Estelionato
A Polícia Civil também apura denúncias de que as agressões físicas e psicológicas eram utilizadas como forma de coerção para abusos sexuais. Relatos de vítimas indicam que homens e meninos eram os principais alvos do pastor preso abusos.
Uma das vítimas afirmou que o pastor dizia que os atos não eram pecado e teriam um significado espiritual. Até o momento, cinco pessoas denunciaram formalmente os crimes, mas a polícia não descarta a existência de outras vítimas.
As investigações sobre o pastor preso abusos começaram há cerca de dois anos, após a denúncia de um ex-fiel. Além das suspeitas de violência física, psicológica e sexual, David Gonçalves Silva também é investigado por estelionato e estupro de vulnerável.
A defesa do pastor informou que ainda não teve acesso ao processo e, por isso, não se manifestará neste momento. O caso segue em investigação pela Polícia Civil do Maranhão.

