Polícia

Pais são condenados na Espanha por manter filhos presos desde a pandemia

Casal alemão isolou três crianças por mais de três anos em casa, resultando em dificuldades motoras e psicológicas nos menores
Por Redação
Pais são condenados na Espanha por manter filhos presos desde a pandemia
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Um casal foi condenado pela Justiça da Espanha após manter os três filhos trancados dentro de casa por cerca de três anos e meio, desde o início da pandemia de Covid-19. A sentença foi proferida nesta segunda-feira (11) pelo Tribunal Provincial das Astúrias, na Espanha.

Os pais, um homem alemão e uma mulher com cidadania alemã e norte-americana, foram considerados culpados por abandono familiar e danos psicológicos. Segundo o processo, eles desenvolveram medo do mundo exterior após a pandemia e decidiram manter as crianças em isolamento total.

Os filhos, gêmeos de oito anos e um menino de dez anos, foram resgatados em abril de 2025 na residência da família em Fitoria, Oviedo. De acordo com o jornal El País, os menores apresentavam dificuldades motoras, ainda usavam fraldas e dormiam em berços.

Isolamento e Impactos na Saúde das Crianças

As investigações apontaram que as crianças não frequentavam a escola, não tinham acesso a televisão ou aparelhos eletrônicos e raramente saíam da casa, nem mesmo para consultas médicas. Policiais encontraram diversos medicamentos na residência e relataram que os filhos utilizavam máscaras cirúrgicas quando foram encontrados.

A promotoria havia pedido 25 anos de prisão por cárcere privado, mas a Justiça absolveu o casal dessa acusação mais grave. Ambos foram condenados a dois anos e quatro meses por violência doméstica e quatro meses por abandono de incapaz.

Além da pena de prisão, os pais perderam os direitos parentais por três anos e quatro meses. Eles também foram proibidos de manter contato com os filhos e terão de pagar uma indenização de € 30 mil para cada criança.

O advogado da mãe, Javier Muñoz, informou à Reuters que os filhos recebiam educação domiciliar e viviam em um ambiente familiar estável. O casal avalia recorrer da decisão judicial.