O horário de verão de 2026 começou na Espanha na madrugada deste sábado (28) para domingo (29). Às 2h da manhã, os relógios foram adiantados em uma hora, passando diretamente para 3h, e a medida permanecerá em vigor pelos próximos sete meses.
A mudança de horário, adotada anualmente, busca alinhar a rotina à quantidade de luz solar disponível. O objetivo principal é ampliar o uso da iluminação natural e diminuir o consumo de energia elétrica, conforme a prática adotada por cerca de 70 países.
Segundo o Boletim Oficial do Estado da Espanha (BOE), o horário de verão tem início sempre no último domingo de março. Em 2026, a alteração segue até o último domingo de outubro, quando os relógios serão atrasados novamente em uma hora.
Impactos e críticas ao horário de verão
Durante o período de horário de verão, os dias tendem a ser mais longos, o que favorece atividades ao ar livre e a convivência social. Estudos indicam que o aumento das horas de luz natural pode contribuir para melhorias no bem-estar da população, com redução de problemas psicológicos e aumento da disposição.
Além disso, há impactos econômicos, já que o maior tempo de claridade estimula o comércio e o consumo. Pesquisas também apontam uma possível redução em índices de criminalidade, acidentes de trânsito e problemas cardíacos durante o período do horário de verão.
Apesar das vantagens, o sistema enfrenta críticas crescentes. Dados do Centro de Investigaciones Sociológicas (CIS) mostram que 65,8% dos espanhóis defendem o fim da mudança de horário duas vezes ao ano. Caso apenas um modelo fosse adotado, 68,5% prefeririam manter o horário de verão durante todo o ano.
Horário de verão no Brasil
No Brasil, o horário de verão não será adotado pelo sétimo ano consecutivo em 2026. A medida deixou de ser aplicada em 2019, após decisão do governo federal baseada em estudos que indicaram baixa efetividade na redução do consumo energético.
Antes de 2019, o horário de verão ocorria principalmente nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país. A possibilidade de retomada da prática volta ocasionalmente ao debate público, mas até o momento não houve decisão oficial para sua reimplantação.

