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Novo comprimido reduz colesterol ruim em 60% e promete tratamento oral

Medicamento experimental atua no fígado e pode simplificar a rotina de pacientes com alto risco cardiovascular na Bahia e no Brasil
Por Redação
Novo comprimido reduz colesterol ruim em 60% e promete tratamento oral
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Um novo medicamento experimental, administrado via oral, demonstrou ser capaz de reduzir os níveis de colesterol LDL, conhecido como "colesterol ruim", em até 60%. O avanço científico foi publicado no New England Journal of Medicine em fevereiro de 2026 e representa uma nova esperança para milhões de pessoas com alto risco cardiovascular.

O estudo clínico contou com a participação de 2.900 voluntários que, mesmo utilizando terapias tradicionais como as estatinas, não conseguiam baixar seus níveis de gordura no sangue. A pesquisa aponta para uma alternativa mais eficaz e acessível para o controle do colesterol ruim.

Segundo os pesquisadores, o medicamento pertence à classe dos inibidores de PCSK9, conhecidos por sua alta potência. Diferentemente das estatinas, que agem na produção de colesterol, este novo composto atua no fígado, bloqueando uma proteína específica.

Quando a proteína PCSK9 é inibida, o fígado se torna mais eficiente na remoção do excesso de colesterol LDL da corrente sanguínea. Atualmente, os inibidores de PCSK9 disponíveis no mercado são aplicados por injeção, o que torna a versão oral um grande diferencial para a adesão ao tratamento.

A importância de reduzir o colesterol ruim

O controle do colesterol LDL é vital para a saúde, pois ele é o principal responsável pela formação de placas de aterosclerose. Este acúmulo de gordura estreita as artérias, dificultando a passagem do sangue e aumentando o risco de eventos cardiovasculares graves.

Obstruções totais ou parciais das artérias podem levar a infartos e Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC). Embora a comunidade médica demonstre entusiasmo com os resultados, os cientistas mantêm a cautela necessária.

Os próximos passos envolvem estudos de longo prazo para confirmar se a redução numérica do colesterol se traduz, de fato, em uma diminuição na taxa de mortalidade e de eventos cardíacos graves. A expectativa é que o tratamento oral para reduzir colesterol ruim possa impactar positivamente a saúde pública, inclusive na Bahia, onde doenças cardiovasculares são uma das principais causas de morte.