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Neymar e Messi: Polícia desarticula tráfico de cocaína com nomes de jogadores

Operação Drible Sujo cumpriu 23 mandados de prisão e 28 de busca e apreensão no DF e Entorno contra organização criminosa
Por Redação
Neymar e Messi: Polícia desarticula tráfico de cocaína com nomes de jogadores
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Uma organização criminosa que usava referências a jogadores de futebol, como "Neymar" e "Messi", para identificar seus líderes e integrantes, foi alvo de uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) nesta quinta-feira (12). A ação, batizada de Operação Drible Sujo, buscou desarticular um grupo envolvido com o tráfico de cocaína e outras drogas.

A quadrilha atuava em diversas regiões do Distrito Federal e em cidades do Entorno, como Valparaíso de Goiás e Luziânia. Os líderes da organização adotavam os apelidos de "Neymar" e "Messi" para manter sigilo nas comunicações internas do grupo, segundo a investigação.

De acordo com a 5ª Delegacia de Polícia, responsável pela investigação, a estrutura do grupo era semelhante à de um time de futebol. Integrantes de níveis inferiores eram chamados de "atletas" e identificados por numeração, cuidando da logística de transporte, armazenamento e distribuição dos entorpecentes.

Investigação e desdobramentos da Operação Drible Sujo

As apurações da PCDF duraram mais de um ano e revelaram uma organização estruturada, com atuação em várias regiões administrativas do DF e municípios vizinhos. Com base nas provas, a Justiça autorizou o cumprimento de 23 mandados de prisão preventiva e 28 mandados de busca e apreensão.

As ordens judiciais foram executadas simultaneamente por equipes da Polícia Civil, com apoio da Divisão de Operações Especiais (DOE) e da Seção de Operações com Cães. As diligências ocorreram em localidades como Samambaia, Ceilândia, Taguatinga e Gama, além de cidades do Entorno.

Os investigadores apontam que a organização funcionava como um "time do crime", com tarefas específicas para cada integrante. Havia responsáveis pelo fornecimento das drogas, pela distribuição nos pontos de venda e pela logística de transporte e armazenamento dos entorpecentes. Para dificultar o rastreamento do dinheiro, os suspeitos usavam contas bancárias de terceiros e outros mecanismos de dissimulação.

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais buscam apreender drogas, armas, dinheiro em espécie, celulares, documentos e outros materiais que possam reforçar as provas da investigação e ajudar na identificação de novos participantes do esquema criminoso. Os suspeitos presos são encaminhados para a delegacia para os procedimentos cabíveis e permanecem à disposição da Justiça.