O sepultamento da adolescente Thamiris dos Santos Pereira, de 14 anos, ocorreu neste sábado (21) no Cemitério Bosque da Paz, em Salvador. Cerca de 400 pessoas, incluindo familiares, amigos e moradores da região, acompanharam a cerimônia sob forte emoção e com pedidos de justiça.
A despedida da jovem, que foi assassinada na capital baiana, foi marcada por aplausos, cânticos religiosos e manifestações de dor e indignação. Seis ônibus foram mobilizados para transportar parte do público, e um grupo de motociclistas realizou um cortejo do bairro Jardim das Margaridas, onde Thamiris morava, até o cemitério.
Segundo o Portal A TARDE, que acompanhou a cerimônia, o deputado federal Sargento Isidório esteve presente para prestar solidariedade à família. O parlamentar destacou a importância do apoio coletivo em momentos de sofrimento, lembrando de sua própria experiência com a perda do filho.
Mobilização e clamor por segurança
A mobilização para o sepultamento de Thamiris chamou a atenção pela dimensão, com a presença de pessoas de diversas localidades da Região Metropolitana de Salvador (RMS), como Pojuca, Arembepe, Jauá e Camaçari. Muitos expressaram solidariedade e protesto contra a violência.
Uma mãe de aluna da mesma escola de Thamiris, que preferiu não se identificar, ressaltou o sentimento de insegurança na comunidade. Ela cobrou mais segurança e políticas públicas para combater casos de feminicídio, que, segundo ela, estão em excesso.
Dona Ana, mãe de Thamiris, permaneceu amparada por familiares e amigos durante toda a cerimônia. Josimar Santos de Oliveira, primo da adolescente, descreveu Thamiris como uma menina estudiosa, de casa e da igreja, que era muito amada por todos.
Investigação e próximos passos
Thamiris dos Santos Pereira desapareceu em 12 de março, após sair da escola em Itinga, Lauro de Freitas. O corpo da adolescente foi encontrado uma semana depois, na região de Fazenda Cassange, em Salvador.
Rodrigo Faria Sena dos Santos, 37 anos, foi preso no mesmo dia em que o corpo foi encontrado. Davi de Jesus Ferreira, 32 anos, apontado como mandante do crime, já havia sido preso em 20 de fevereiro por violência doméstica. O caso segue sob investigação da Polícia Civil da Bahia.

