Uma mulher, de 33 anos, foi condenada no Reino Unido após simular um quadro de ansiedade incapacitante para fraudar benefícios sociais. Catherine Wieland recebeu indevidamente o equivalente a cerca de R$ 150 mil em auxílios do Departamento de Trabalho e Pensões do Reino Unido entre 2021 e 2024.
A investigação revelou que, enquanto alegava não conseguir realizar atividades básicas, a britânica mantinha uma rotina ativa, com viagens internacionais e diversas atividades de lazer. A sentença, proferida na quinta-feira (26), fixou pena de 28 semanas de prisão, suspensa por 18 meses.
Segundo as autoridades, Catherine Wieland afirmava que a ansiedade era tão severa que a impedia de cozinhar ou cuidar da própria higiene. Contudo, registros financeiros e apurações indicaram uma realidade bem diferente.
Ações incompatíveis com a doença
As investigações apontaram que a mulher viajou mais de 8 mil quilômetros até o México, onde praticou surfe e desceu de tirolesa. No Reino Unido, ela frequentou o parque de diversões Thorpe Park ao menos três vezes, desmentindo o quadro de golpe da ansiedade.
Além disso, os investigadores identificaram que, no período em que recebia os benefícios, Catherine realizou 76 procedimentos estéticos e esteve em pelo menos 60 bares, casas noturnas e restaurantes. Mesmo após a viagem internacional, ela solicitou uma reavaliação do benefício, alegando agravamento do quadro de ansiedade.
Diante das evidências, a mulher se declarou culpada por não informar mudanças em suas condições ao órgão responsável. A Justiça determinou a devolução integral dos valores recebidos indevidamente, reforçando a importância da fiscalização contra fraudes em benefícios sociais.

