O Ministério Público Federal (MPF) na Bahia instaurou um inquérito civil para investigar a Crefisa por supostos abusos contra beneficiários da Previdência Social no estado. A decisão, assinada pelo procurador da República Fábio Conrado Loula, foi divulgada nesta terça-feira (11).
A investigação apura possíveis irregularidades cometidas pela instituição financeira em relação aos pagamentos e saques de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a aposentados, pensionistas e demais segurados.
Segundo o MPF, o contrato da Crefisa para pagamento de benefícios foi suspenso cautelarmente pelo INSS. A medida ocorreu após reiteradas reclamações e representações de órgãos como o Procon, o próprio MPF e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Contexto nacional e impacto na Bahia
A investigação na Bahia se insere em um contexto mais amplo de questionamentos sobre as práticas da Crefisa. No início de março, a presidente do Palmeiras e da Crefisa, Leila Pereira, foi convocada para depor na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigava fraudes no INSS. Parlamentares buscavam esclarecimentos sobre possíveis irregularidades em empréstimos consignados ofertados pela Crefisa.
Contudo, o depoimento de Leila Pereira foi adiado e, posteriormente, ela foi dispensada de comparecer por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Gilmar Mendes liberou a empresária, citando um possível desvio de finalidade na convocação da CPMI.
Na Bahia, o inquérito do MPF busca proteger os aposentados e pensionistas de práticas que possam configurar abuso financeiro. A apuração segue em andamento para determinar a extensão das supostas irregularidades e as responsabilidades da Crefisa.

