Polícia

Morte na Paralela: Justiça solta motorista suspeito de acidente fatal em Salvador

Pai de Gabriel Lopes, motociclista de 21 anos, desabafa sobre a decisão e busca reverter inquérito para dolo eventual, alegando embriaguez do condutor
Por Redação
Morte na Paralela: Justiça solta motorista suspeito de acidente fatal em Salvador
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O motorista Mauro Lázaro Araújo Santana, 50 anos, suspeito de causar a morte do motociclista Gabriel Lopes, 21 anos, na Avenida Paralela, em Salvador, foi solto nesta terça-feira (31). A decisão de liberdade provisória foi concedida após audiência de custódia, três dias após o acidente fatal.

Erieldo Santos, pai da vítima e advogado, expressou tristeza e sentimento de impunidade, apesar de já esperar o resultado como profissional. Ele lamentou que o suspeito esteja em liberdade, temendo que possa causar dor a outras famílias.

Segundo a Justiça, a prisão em flagrante de Mauro Lázaro foi considerada legal, mas não houve necessidade de mantê-lo detido. O suspeito responderá ao processo em liberdade, mediante o cumprimento de medidas cautelares.

Próximos passos e medidas cautelares

O pai de Gabriel, Erieldo Santos, afirmou que o processo está apenas começando e que buscará a condenação do motorista. Ele e sua equipe de advogados pretendem reverter o inquérito de acidente de trânsito para dolo eventual, o que permitiria ao Ministério Público pedir a prisão preventiva de Mauro Lázaro.

Entre as medidas cautelares impostas a Mauro Lázaro Araújo Santana estão:

  • Comparecer a todos os atos do processo sempre que for convocado;
  • Apresentar-se periodicamente à Justiça pelo período de um ano;
  • Não frequentar locais onde haja comercialização de drogas;
  • Ter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa por seis meses.

A decisão judicial levou em conta o fato de o investigado não possuir antecedentes criminais e a ausência de pedido de prisão preventiva por parte do Ministério Público.

Controvérsia sobre embriaguez

A defesa de Mauro Lázaro alega que não há laudos ou documentos oficiais que comprovem o consumo de álcool no momento do acidente. No entanto, Erieldo Santos contesta essa versão, afirmando que testemunhas e policiais que conduziram o suspeito relataram sinais de embriaguez. Segundo o pai da vítima, Mauro Lázaro se recusou a fazer o teste do bafômetro e a prestar depoimento.

Erieldo Santos também relatou que o suspeito não procurou a família para prestar solidariedade. O pai de Gabriel, abalado pela perda, afirmou que não atuará mais em casos de defesa de suspeitos de atropelamento, por compreender a dor que a situação causa.