Vinte e dois monges budistas foram detidos no último domingo (26) ao desembarcarem no aeroporto internacional do Sri Lanka. O grupo transportava 110 quilos de maconha de alta potência, configurando a maior apreensão individual do narcótico no terminal aéreo.
Os religiosos retornavam de uma viagem de quatro dias a Bangkok, na Tailândia, quando agentes da alfândega interceptaram o grupo. A droga estava oculta em fundos falsos das bagagens dos monges budistas.
Segundo o porta-voz da Alfândega do Sri Lanka, cada monge transportava aproximadamente cinco quilos do entorpecente. Os compartimentos foram milimetricamente planejados nas paredes das malas.
A substância apreendida foi identificada como Kush, uma variante genética de cannabis conhecida por seu alto valor de mercado e potência. As autoridades locais informaram que o grupo era composto majoritariamente por jovens estudantes vinculados a diferentes templos do país.
Investigação e antecedentes de monges budistas com drogas
Investigações preliminares indicam que a viagem dos monges budistas foi patrocinada por um empresário, cujo nome é mantido sob sigilo. Os detidos foram encaminhados à custódia policial e devem responder por tráfico internacional de drogas.
O episódio não é isolado e reforça um histórico recente de escândalos envolvendo membros do clero budista e narcóticos na região. Em 2022, um templo inteiro na Tailândia ficou vazio após todos os seus monges testarem positivo para metanfetamina durante uma operação policial.
Já em 2017, em Mianmar, um monge foi flagrado com mais de 4 milhões de comprimidos de metanfetamina escondidos em seu monastério. A reincidência de casos envolvendo religiosos e drogas acende um alerta para as autoridades asiáticas.

