Política

Ministro Rui Costa Pode Frear Escolha Para Futura Segurança Pública

A possível recriação do Ministério da Segurança Pública gera burburinho, com Andrei Rodrigues favorito. Mas o baiano Rui Costa lidera resistência no PT e pode frear a escolha.
Por Redação
Ministro Rui Costa Pode Frear Escolha Para Futura Segurança Pública

Diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, está cotado para assumir futuro Ministério da Segurança Pública -

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Um verdadeiro jogo de xadrez político movimenta Brasília com a saída de Ricardo Lewandowski do Ministério da Justiça e a possibilidade de o governo Lula (PT) desmembrar a pasta. A ideia é recriar o Ministério da Segurança Pública, algo que pode se concretizar em um eventual governo Lula 4, a partir de 2027.

Enquanto as decisões definitivas não vêm, o presidente Lula nomeou, de forma interina, Manoel Carlos de Almeida Neto para o Ministério da Justiça. Ele, que já atuou como secretário-executivo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e secretário-geral do Supremo Tribunal Federal (STF), aguarda a escolha final do chefe do executivo.

Para a cadeira de ministro da Justiça, alguns nomes já circulam nos corredores do poder. Entre eles, destaca-se o baiano Wellington César Lima e Silva. Jurista de renome, ele tem um excelente trânsito tanto com o presidente Lula quanto com a influente ala baiana do governo, que inclui o ministro da Casa Civil, Rui Costa. Wellington César não é novato na função, tendo ocupado o cargo de ministro da Justiça em 2016, durante a gestão de Dilma Rousseff (PT). Mais recentemente, no atual governo Lula 3, ele foi secretário de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, uma posição estratégica no Palácio do Planalto que o coloca em contato direto e frequente com o presidente. O atual ministro da Educação, Camilo Santana, também é considerado para a vaga.

A Nova Pasta: Ministério da Segurança Pública

A grande novidade, porém, seria a recriação do Ministério da Segurança Pública. Caso essa pasta volte a existir, um nome desponta com grande força para assumir o comando: Andrei Rodrigues, o atual diretor-geral da Polícia Federal (PF). Fontes ligadas ao ministério, ouvidas em reserva pela CNN Brasil, apontam que o nome de Rodrigues é o mais discutido e bem aceito, principalmente por sua atuação eficaz da PF no combate ao crime organizado no último ano, e pela sua proximidade com o presidente.

A segurança pública é vista como uma das principais bandeiras de Lula para o ano eleitoral, em sua campanha à reeleição. Ter uma pasta dedicada exclusivamente ao tema é uma forma de demonstrar um esforço concentrado e visível do governo no combate à criminalidade, reforçando a imagem de um governo atuante na área.

O Veto do Baiano: Rui Costa no Centro da Disputa

No entanto, a escolha de Andrei Rodrigues não é unânime. Uma ala do Partido dos Trabalhadores (PT) vê com resistência sua indicação. E, surpreendentemente, o principal articulador desse veto seria ninguém menos que o ministro baiano Rui Costa, conforme reportagem da revista Veja. A oposição de um ministro tão próximo e influente como Rui Costa pode ser um obstáculo significativo para a nomeação de Rodrigues, transformando a formação do novo ministério em um cenário de intensas negociações políticas. A movimentação mostra como os bastidores do poder em Brasília são complexos e como a influência de figuras-chave pode redefinir os rumos do governo.