Polícia

Médico é preso suspeito de estuprar 23 pacientes em Goiás

Ginecologista, 50 anos, teria cometido os abusos durante consultas entre 2017 e 2026, alegando 'falta de lubrificação' em um dos casos
Por Redação
Médico é preso suspeito de estuprar 23 pacientes em Goiás
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O médico ginecologista Marcelo Arantes e Silva, 50 anos, foi preso na última quinta-feira (23) em Goiás, suspeito de estuprar 23 pacientes durante consultas e exames. As vítimas, com idades entre 18 e 45 anos, relataram abusos ocorridos entre os anos de 2017 e 2026.

A prisão do médico preso ocorreu após denúncias de crimes cometidos em Goiânia, com dez casos, e em Senador Canedo, com 13 casos. Em um dos relatos, a vítima afirmou que o médico alegou “falta de lubrificação” para justificar o abuso, segundo a Polícia Civil de Goiás.

De acordo com a delegada Amanda Menuci, responsável pelo caso em Goiânia, as investigações identificaram relatos consistentes de abusos. O médico Marcelo Arantes e Silva tentava ganhar a confiança das pacientes para cometer os crimes.

Investigação e modus operandi

A delegada Gabriela Souza de Moura, que conduz as investigações em Senador Canedo, afirmou que o médico preso tem um “perfil predatório”. Ele se aproveitava de momentos de fragilidade das vítimas, como antes de procedimentos cirúrgicos ou em primeiras consultas ginecológicas.

As investigações apontam que o modo de agir do ginecologista se repetia nos relatos das vítimas. As consultas eram marcadas por toques físicos indesejados e perguntas inapropriadas, conforme a Polícia Civil.

A prisão preventiva de Marcelo Arantes e Silva foi mantida pela Justiça em audiência de custódia na sexta-feira (24). A defesa do médico, em nota, disse ter plena confiança na inocência do cliente e que ele já se afastou da profissão, contribuindo com a Justiça.

Repercussão e medidas administrativas

A clínica onde o médico atuava em Goiânia informou, em nota, que tomou conhecimento dos fatos por meio das redes sociais e decidiu pelo desligamento imediato do profissional. A unidade destacou que as acusações são graves e incompatíveis com os valores éticos.

Já a unidade de saúde em Senador Canedo, onde o médico prestava serviços, informou que ele não faz parte do corpo clínico há mais de um ano. O local está à disposição para prestar esclarecimentos às autoridades.

O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) suspendeu o registro do médico por ordem judicial. O conselho apura todas as denúncias recebidas em sigilo e solicitou esclarecimentos ao responsável técnico da instituição citada.