O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, está de volta ao batente antes do esperado. Ele interrompeu as férias e participou de uma reunião importante da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) neste domingo, 4 de fevereiro. O assunto principal do encontro, realizado por videoconferência diretamente do Palácio Itamaraty, em Brasília, foi a delicada situação da Venezuela, que enfrenta as consequências de um ataque recente dos Estados Unidos que resultou na prisão do líder venezuelano Nicolás Maduro.
Ainda que estivesse de recesso até a próxima segunda-feira, 6, o ministro Vieira optou por adiantar seu retorno. A decisão veio logo após a ação militar americana na Venezuela, um evento que gerou grande preocupação e motivou uma resposta diplomática urgente na região.
Brasil se mobiliza diante da crise
Aqui no Brasil, a situação também foi tratada com a máxima seriedade. O governo brasileiro convocou uma reunião ministerial de emergência. O objetivo era claro: discutir qual seria a resposta política do país e avaliar todos os possíveis impactos que a operação militar na Venezuela poderia trazer para o território brasileiro.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mesmo estando de recesso em uma base militar no Rio de Janeiro, coordenou essa reunião crucial de forma remota. A previsão é que o presidente retorne à capital federal nesta segunda-feira, 6, para acompanhar de perto os desdobramentos.
Uma boa notícia, em meio a tanta tensão, é que o governo brasileiro informou que não há registros de cidadãos brasileiros entre as possíveis vítimas dos ataques realizados pelos Estados Unidos contra a Venezuela.
Outros temas na pauta da Celac
Além da emergência na Venezuela, a reunião da Celac abordou outros tópicos importantes que visam fortalecer a autonomia da América Latina. Entre eles estavam:
- Desarmamento nuclear;
- Apoio à agricultura familiar;
- Iniciativas culturais;
- Propostas para energia e meio ambiente.
Esses temas mostram o empenho dos países da região em buscar soluções conjuntas para desafios que vão além das crises imediatas, mirando um futuro mais independente e colaborativo para toda a América Latina e o Caribe.

