Política

Filho de Lula se oferece à Justiça em investigação sobre fraude no INSS

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, se ofereceu à Justiça e pediu acesso a documentos de investigação sobre fraudes no INSS, após seu nome ser citado por uma testemunha.
Por Redação
Filho de Lula se oferece à Justiça em investigação sobre fraude no INSS

Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva -

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Fábio Luís Lula da Silva, mais conhecido como Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, se colocou à disposição da Justiça para ajudar nas investigações da Operação Sem Desconto. Essa operação apura um grande esquema de fraudes que envolve descontos indevidos em benefícios do INSS, prejudicando muitos aposentados e pensionistas.

Além de se oferecer para prestar esclarecimentos, a defesa de Lulinha protocolou um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para ter acesso a todos os documentos e detalhes da investigação. A medida vem após o nome dele ser citado por uma testemunha do caso.

Entenda a Operação e a citação do nome de Lulinha

A Operação Sem Desconto está investigando um esquema criminoso que, de forma irregular, aplicava descontos associativos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Na prática, isso significa que valores eram subtraídos dos pagamentos de aposentados e pensionistas sem o consentimento deles, em favor de associações muitas vezes fantasmas ou fraudulentas.

O nome de Fábio Luís Lula da Silva surgiu nas investigações por meio de uma testemunha. Segundo o depoimento, Lulinha teria trabalhado junto com o lobista Antônio Camilo Antunes, conhecido como o “careca do INSS”, para 'destravar negócios' dentro do Ministério da Saúde. É importante destacar que Lulinha não foi alvo de nenhuma fase da operação, ou seja, não houve mandados de busca e apreensão ou prisão direcionados a ele.

A defesa de Lulinha se manifesta

A equipe jurídica de Fábio Luís Lula da Silva reforça que ele não teve qualquer participação nas fraudes investigadas. O advogado Guilherme Suguimori, que representa Lulinha, explicou o motivo do pedido de acesso aos autos e da disposição para cooperar.

“Apesar de Fábio Luís não ter sido alvo da operação ‘Sem Desconto’, nem objeto de medidas ou restrições judiciais, entendemos ser necessário pedir ao STF acesso aos autos após a publicação de seguidas matérias de teor acusatório e difamante, contendo trechos isolados do inquérito sigiloso”, afirmou Guilherme Suguimori.

O advogado também fez questão de ressaltar a proatividade de seu cliente:

“Ao fazer o pedido, Fábio também se colocou à disposição do tribunal para prestar qualquer esclarecimento eventualmente necessário, o que poderá fazer após a concessão de acesso”, acrescentou.

A defesa de Lulinha reiterou de forma categórica que ele não tem nenhuma ligação com as fraudes do INSS, não participou de desvios e nunca recebeu dinheiro proveniente dessas atividades criminosas.