A ministra da Cultura, Margareth Menezes, pôs fim às especulações e declarou que não tem planos de disputar uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições de outubro. A gestora reafirmou seu total compromisso com a pasta da Cultura, para a qual foi designada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Margareth Menezes explicou à imprensa que sua nomeação como ministra já foi uma grande surpresa e que ela se vê em uma missão específica dentro do governo. “Eu não penso isso. Quando o presidente me convidou, eu nem na véspera pensava em ser ministra da Cultura. Então, eu me vejo em uma missão, né? E tem sido uma missão pensada”, disse ela, deixando claro que seu foco é concluir o trabalho que se propôs a fazer.
A ministra, que participou da cerimônia de entrega das chaves do Palacete Saldanha, em Salvador, na Bahia, detalhou o andamento de seu trabalho. Ela está empenhada em organizar a estrutura interna do Ministério da Cultura e as questões relacionadas à prestação de contas. “A gente quer organizar o organismo interno do Ministério da Cultura, as questões de prestação. Nós estamos trabalhando em todas essas frentes. Eu agradeço muito esses convites, o pessoal tem me questionado, mas eu estou querendo entregar o trabalho”, afirmou Margareth.
A baiana também ressaltou que o assunto de uma possível candidatura sequer foi tema de conversa com o presidente Lula, apesar das muitas especulações. “Eu prefiro continuar [no Ministério]. Nem conversei com o presidente sobre isso, mas tem muita especulação. Então, assim, agradeço, mas tenham na memória que o que eu quero é fazer o melhor”, acrescentou.
Sobre sua visão de fazer política, Margareth Menezes defende o diálogo direto com a população. “Eu acho que a melhor maneira de fazer qualquer política é você dialogar com o povo. A gente sabe da necessidade do povo do Pelourinho, tem um equipamento [Palacete Saldanha] dessa envergadura”, pontuou a ministra, destacando a importância da proximidade com as necessidades populares.
Lula escala outros ministros para as eleições
Enquanto Margareth Menezes opta por seguir em sua missão na Cultura, o presidente Lula conta com outros planos para as eleições de outubro deste ano. Ele espera ter cerca de 20 ministros de seu governo disputando cargos, buscando fortalecer a presença de sua base política no Congresso Nacional e em outros níveis de governo.
Desse grupo, aproximadamente oito ministros são cotados para concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados ou buscar a reeleição. Desses, quatro são filiados ao PT, partido do presidente. Os demais representam outras legendas da base aliada, como Psol, PCdoB, MDB e PSD.
Ministros cotados para a Câmara dos Deputados:
- Jader Filho (MDB) - Cidades
- Luciana Santos (PCdoB) - Ciência e Tecnologia
- Paulo Teixeira (PT) - Desenvolvimento Agrário
- Anielle Franco (PT) - Igualdade Racial
- André de Paula (PSD) - Pesca
- Sônia Guajajara (Psol) - Povos Indígenas
- Alexandre Padilha (PT) - Saúde
- Gleisi Hoffmann (PT) - Relações Institucionais

