Eva Beatriz Gomes Teixeira, mãe de uma bebê de apenas um ano, foi condenada a 40 anos de prisão em regime fechado por espancar a própria filha até a morte. A decisão judicial, que não permite recurso, foi proferida nesta segunda-feira (2) em Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, gerando grande repercussão e comoção.
O crime brutal aconteceu em dezembro de 2023 e, segundo as investigações, teve início após um episódio trivial. O inquérito aponta que Eva Beatriz perdeu o controle depois que a criança chorou por ter caído ao tentar se equilibrar. Em um acesso de fúria, a mãe arremessou a bebê contra o chão duas vezes e continuou as agressões violentas.
Após os golpes, Eva Beatriz não procurou ajuda médica. Em vez disso, tentou fazer curativos caseiros na menina, mesmo diante da gravidade da situação. A bebê só foi levada ao Hospital Ferreira Machado no dia seguinte às agressões.
No hospital, a criança chegou em estado gravíssimo, apresentando insuficiência respiratória. Pouco tempo depois, os médicos constataram a morte da menina e, ao examinarem o corpo, encontraram diversos sinais de violência, o que levou ao acionamento imediato das autoridades policiais para investigar o caso.
Com a condenação, Eva Beatriz Gomes Teixeira foi conduzida diretamente do tribunal para o sistema prisional, onde começará a cumprir a longa pena. O Ministério Público considerou a sentença proporcional à gravidade do crime cometido e, principalmente, à vulnerabilidade da vítima, uma bebê indefesa.
A gravidade do caso e a resposta da Justiça
“A decisão é proporcional à gravidade do crime e à vulnerabilidade da vítima”, afirmou o Ministério Público, ressaltando a natureza hedionda do ato.
Casos como este chocam a sociedade e ressaltam a importância da proteção de crianças, além da necessidade de atenção a sinais de violência doméstica. A justiça, ao impor uma pena rigorosa como essa, busca não apenas punir a agressora, mas também enviar uma mensagem clara de intolerância a atos tão cruéis contra os mais frágeis e inocentes.

