O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se viu diante de uma situação, no mínimo, curiosa. Tudo começou depois que um raio atingiu um grupo de participantes da “Caminhada pela Liberdade”, um evento promovido pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) no último domingo, 25 de fevereiro, em Brasília, no Distrito Federal.
O incidente deixou dezenas de pessoas feridas, causando pânico generalizado no local. Ao todo, 33 manifestantes foram parar no hospital da capital federal após serem atingidos pela descarga elétrica. A “Caminhada pela Liberdade” tinha como principal objetivo pedir a soltura do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está preso na Papudinha.
Vereadora exige providências de Lula após incidente
A cobrança, considerada inusitada, veio da vereadora de Maringá, no Paraná, Giselli Bianchini (PP). Ela anunciou que vai enviar um ofício diretamente ao presidente Lula, solicitando que ele tome “providências e a possível instalação de para-raios” no local onde o acidente aconteceu.
“O espaço não pode ficar exposto a riscos previsíveis”, afirmou a parlamentar ao portal Metrópoles, justificando sua requisição. Ela também aproveitou para criticar as pessoas que, segundo ela, estariam “debochando” dos feridos. “Foi um grande milagre o que aconteceu”, completou a vereadora, ressaltando a gravidade do ocorrido e a sorte de não ter havido vítimas fatais.
A iniciativa da vereadora destaca a preocupação com a segurança em espaços públicos, especialmente em um contexto de eventos de grande porte, onde a aglomeração de pessoas pode aumentar o risco em caso de incidentes climáticos extremos como o que foi presenciado.
Cenas de pânico e socorro em Brasília
No momento em que o raio atingiu o grupo, uma forte chuva caía na Praça do Cruzeiro, em Brasília. As cenas no local foram de completo desespero. Várias pessoas caíram no chão após sofrerem choques elétricos, algumas ficando desacordadas e precisando ser carregadas nos braços por outros manifestantes. A única ambulância disponível rapidamente ficou cercada por feridos, muitos sentados ou deitados no chão, aguardando socorro.
O jornal UOL relatou que, enquanto a equipe de resgate tentava atender uma mulher dentro da ambulância, familiares em choque se esforçavam para reanimar parentes que haviam caído. A grade que isolava o veículo de socorro precisou ser aberta para que mais pessoas pudessem se aproximar em busca de ajuda, evidenciando a dimensão da tragédia e a dificuldade em lidar com tantos feridos de uma vez.

