O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, cobrou aliados por mais agilidade na estruturação da pré-campanha presidencial. A exigência ocorreu em meio ao avanço do senador Flávio Bolsonaro, do PL-RJ, em pesquisas recentes de intenção de voto.
O mandatário demonstrou frustração com os resultados dos levantamentos e com a dificuldade de converter as ações do governo em apoio popular. Ele também se queixou da lentidão em reagir ao crescimento do bolsonarismo, conforme apurou a Folha de S.Paulo.
Na reunião, estavam presentes nomes importantes da coordenação, como Edinho Silva, presidente do PT e coordenador geral da pré-campanha. Sérgio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras, coordenará a elaboração do programa de governo, e José de Filippi Jr., ex-prefeito de Diadema, será o tesoureiro.
Estratégias para o embate político
Após o encontro, a cúpula do PT incumbiu os deputados da sigla de intensificar o embate político com a oposição. A orientação é focar no caso Banco Master, buscando aumentar a repercussão das declarações de Lula sobre o tema e associar o escândalo de fraude financeira ao bolsonarismo.
Entre auxiliares do presidente, a avaliação é que o campo adversário avançou na montagem de sua estrutura de pré-campanha. Edinho Silva instruiu os parlamentares a reproduzirem mais o discurso de Lula e a buscarem maior alinhamento à comunicação do governo.
Foi mencionado como exemplo a associação do caso Master à gestão de Roberto Campos Neto à frente do Banco Central, ainda no governo de Jair Bolsonaro. Outra recomendação é vincular o aumento de combustíveis à guerra iniciada pelos EUA, lembrando que o ex-presidente americano Donald Trump é apoiado por bolsonaristas.
A estratégia também inclui questionar por que governadores apoiados por Jair Bolsonaro não aderiram à proposta do governo federal para abrir mão da receita do ICMS sobre combustíveis, o que permitiria a redução do preço ao consumidor.

