Polícia

Líderes de facções baianas são presos fora do estado e na Bolívia

Metade dos 36 chefes criminosos detidos em 2026 foram encontrados em outras unidades da federação e quatro no país vizinho, informa a SSP-BA
Por Redação
Líderes de facções baianas são presos fora do estado e na Bolívia
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A maioria dos líderes de facções baianas presos em 2026 foi detida fora da Bahia, conforme dados divulgados pelo secretário de Segurança Pública, Marcelo Werner, nesta quarta-feira (8). Do total de 36 chefes criminosos capturados, 18 foram encontrados em outros estados brasileiros e quatro na Bolívia.

Segundo Werner, a movimentação dos criminosos para outras localidades se deve à associação de grupos baianos com grandes facções do Sudeste, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). Ele explicou que esses estados servem como esconderijos para as lideranças que fogem da Bahia.

A fuga para a Bolívia, de acordo com o secretário, pode ser facilitada pela travessia da fronteira. "Talvez haja uma facilidade de atravessar a fronteira, de ir lá com um documento falso, se passar por um comerciário, como um empresário", comentou Marcelo Werner.

Integração contra o crime sem fronteiras

O secretário Marcelo Werner destacou a importância da atuação conjunta dos órgãos de segurança pública. Ele ressaltou que o crime não tem fronteiras, o que exige uma integração entre os estados em diversos conselhos de secretários, comandantes gerais e chefes de polícia.

A prisão de líderes de facções baianas fora do estado reflete um cenário de expansão das redes criminosas. A estratégia de buscar refúgio em outras regiões ou países vizinhos visa dificultar a ação das forças de segurança locais.

Balanço da segurança pública na Bahia

Além da análise sobre os líderes de facções baianas, Marcelo Werner apresentou um balanço da criminalidade no estado. No primeiro semestre de 2026, a Bahia registrou uma redução de 22% nas mortes violentas e queda nos crimes violentos contra o patrimônio.

Houve também redução de mais de 30% nos roubos de veículos, mais de 10% nos furtos de veículos e mais de 15% nos roubos a ônibus. Em contrapartida, o número de armas apreendidas subiu para quase 2.000, e quase 8 toneladas de drogas foram apreendidas, com mais de 750.000 pés de maconha erradicados.

A Bahia realizou mais de 150 operações integradas no primeiro semestre. O estado também recebeu 600 novos profissionais de segurança pública e espera o reforço de mais 1.400 policiais militares até o final de junho, além de investimentos em viaturas, coletes, armamentos e drones.