A Justiça da Bahia concedeu liberdade provisória a Edivan Pedro Cardoso dos Santos, conhecido como “Europeu”, nesta sexta-feira (8). Ele é apontado pela polícia como uma das principais lideranças do tráfico de drogas no Subúrbio Ferroviário de Salvador e suspeito de ter ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
A decisão foi proferida pelo 1º Juízo da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Salvador, assinada pelo juiz Vilebaldo José de Freitas Pereira. Apesar da soltura, o líder do tráfico deverá cumprir uma série de medidas cautelares.
Segundo a polícia, Edivan é investigado por crimes como tráfico de drogas e armas, homicídios, lavagem de dinheiro, roubos e corrupção de menores. Ele estava custodiado no sistema prisional paulista antes da decisão judicial.
Prisão e investigações
Edivan havia sido preso em 12 de dezembro do ano passado, em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador. Na ocasião, equipes policiais apreenderam cerca de R$ 100 mil em espécie e um carro de luxo.
Conforme as investigações, o suspeito teria chegado recentemente de São Paulo. Ele manteria contato com integrantes do PCC para aquisição de drogas vindas do Paraguai, que seriam distribuídas principalmente na região de Fazenda Coutos, no Subúrbio Ferroviário da capital baiana.
Medidas cautelares e próximos passos
O líder do tráfico deverá usar tornozeleira eletrônica e cumprir prisão domiciliar parcial. Entre as medidas, estão a obrigação de comparecer mensalmente ao Judiciário, manter endereço atualizado e não sair da comarca de Salvador sem autorização judicial.
Ele também está proibido de frequentar bares, locais de jogos de azar e consumir bebida alcoólica. Edivan deverá permanecer recolhido em casa entre 19h e 6h durante os dias úteis, além de permanecer em prisão domiciliar aos sábados, domingos e feriados, salvo em situações de trabalho ou estudo comprovados.
O monitorado não poderá se afastar mais de 50 metros da residência nos horários determinados pela Justiça. O documento judicial alerta que qualquer descumprimento das medidas pode provocar a revogação imediata da liberdade provisória e o retorno ao sistema prisional. A decisão da Justiça também determina que o acusado compareça futuramente à sessão do Tribunal do Júri, caso o processo avance para julgamento.

