O projeto baiano Lá em Casa Sessions, que valoriza a música independente, lançou sua terceira temporada. A série, disponível no YouTube e exibida no canal Music Box Brazil, apresenta 10 novos episódios que combinam entrevistas e performances ao vivo.
Criada e dirigida por Glauco Neves, a iniciativa busca aproximar o público dos bastidores e da identidade artística de cada convidado. Nesta nova fase, o projeto se tornou itinerante, com gravações realizadas em Salvador e em outros estados do Nordeste, como Pernambuco, Ceará e Sergipe.
Segundo Glauco Neves, a ideia nasceu de forma despretensiosa, há mais de uma década, como uma iniciativa autoral para divulgar seus trabalhos audiovisuais e registrar a cena independente. Baterista de formação e ativo no rock de Salvador, ele encontrou no formato uma maneira de unir som e imagem em narrativas curtas.
Expansão e curadoria da música independente baiana
O foco em artistas independentes sempre foi uma posição central do projeto. “O independente é quem precisa ser gravado”, resume o diretor, destacando a escassez de espaços dedicados a esses artistas. Ao longo das temporadas, mais de 30 nomes passaram pelo Lá em Casa Sessions, incluindo Larissa Luz e Sofia Freire, que hoje possuem carreiras consolidadas no cenário musical nacional.
A curadoria, embora tenha a decisão final de Glauco, é construída de forma colaborativa, envolvendo produtores, jornalistas e agentes da cena musical. Os critérios incluem a consistência do trabalho, a atuação ativa no circuito independente e o potencial de desenvolvimento artístico. “Não precisa estar consolidado, mas é importante que esteja em movimento, produzindo, buscando crescer”, explica Neves.
A terceira temporada amplia o recorte geográfico e traz novas sonoridades para a série, reforçando o interesse em captar a diversidade da música brasileira. Cada episódio funciona como um mini-documentário, intercalando trechos de entrevista com quatro músicas executadas ao vivo em estúdio.
O financiamento do projeto, que começou de forma independente, passou a contar com recursos públicos por meio de editais como o Prodav, via Ancine. Este modelo tem permitido a continuidade da série, que busca viabilizar futuras temporadas por meio de novas seleções.

