Polícia

Justiça suspende porte de arma de delegado suspeito de agredir ex-companheira na Bahia

Decisão liminar em Teixeira de Freitas também concedeu medidas protetivas à advogada Flávia Falquetto e ao filho do casal
Por Redação
Justiça suspende porte de arma de delegado suspeito de agredir ex-companheira na Bahia
Compartilhe:

A Justiça da Bahia suspendeu o porte de arma do delegado da Polícia Civil Bruno Souza Ferrari. A decisão, proferida nesta sexta-feira (8), também concedeu medidas protetivas de urgência à ex-companheira do delegado, a advogada criminalista Flávia Falquetto, e ao filho menor de idade do casal.

A determinação foi assinada pelo juiz Rodrigo Quadros de Carvalho, da 2ª Vara Criminal de Teixeira de Freitas, no sul da Bahia. O magistrado ordenou a entrega imediata do armamento funcional do delegado. Em caso de descumprimento, a apreensão coercitiva da arma foi autorizada.

Segundo a decisão judicial, o delegado está proibido de se aproximar da vítima a menos de 500 metros e de manter qualquer tipo de contato, incluindo meios digitais. Também foi vedado o acesso a locais de residência, trabalho ou qualquer ambiente frequentado pela ex-companheira.

Medidas protetivas e denúncias

As medidas protetivas se estendem ao filho do casal, após relatos de possível uso da criança como instrumento de ameaça. O juiz também proibiu qualquer tipo de agressão física, psicológica ou moral, direta ou indireta, contra a vítima.

Bruno Ferrari atua na Delegacia Territorial de Teixeira de Freitas desde setembro de 2023. Ele responde a uma denúncia de violência doméstica apresentada pela ex-companheira há cerca de um ano. O casal manteve um relacionamento por aproximadamente três anos e meio.

De acordo com informações do processo, a ex-companheira relatou episódios de violência física e moral. Em publicações nas redes sociais, Flávia Falquetto afirmou enfrentar dificuldades ao formalizar as denúncias. Ela também divulgou imagens de lesões nas pernas, que teriam sido causadas pelo ex-companheiro.

A decisão judicial destaca a necessidade de proteção imediata diante do risco à integridade física e psicológica da vítima. O caso segue em tramitação na Justiça da Bahia, com o delegado porte arma suspenso e sob medidas protetivas.