Polícia

Justiça manda SSP-BA investigar como preso articulou sequestro em Salvador

Magistrado determinou apuração de falhas que permitiram a Pedro Vitor Lima Sena Souza, o 'Mister', fazer chamadas de vídeo da prisão para comparsas
Por Redação
Justiça manda SSP-BA investigar como preso articulou sequestro em Salvador
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A Justiça da Bahia determinou que a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) e a direção do presídio investiguem as falhas que permitiram a um preso articular um sequestro em Salvador. A decisão ocorreu nesta quarta-feira (18), durante audiência de custódia da esposa do suspeito, Emile Quessia Oliveira da Silva Sena, que teve a prisão mantida.

Pedro Vitor Lima Sena Souza, conhecido como “Mister”, é apontado como integrante da facção criminosa Bonde do Maluco (BDM). Ele teria planejado o sequestro de três mulheres na capital baiana, mesmo estando detido, por meio de chamadas de vídeo.

Segundo a decisão judicial, o magistrado solicitou que sejam adotadas “as providências disciplinares e criminais cabíveis” para apurar a situação. A SSP-BA e a unidade prisional devem receber cópias da decisão e do Auto de Prisão em Flagrante para iniciar a investigação.

Detalhes do sequestro e atuação dos suspeitos

Pedro Vitor é investigado por tráfico de drogas e suspeito de liderar ações criminosas de dentro do sistema prisional. Ele teria coordenado o sequestro ocorrido no estacionamento do Salvador Shopping, no bairro Caminho das Árvores, na noite de domingo (15).

Uma idosa e suas duas filhas foram mantidas em cativeiro por cerca de 12 horas em um imóvel no bairro Plataforma. As vítimas foram coagidas a realizar transferências bancárias para os criminosos.

A esposa de Pedro Vitor, Emile Quessia, foi presa em flagrante após a polícia rastrear uma das transferências financeiras. Ela é suspeita de indicar o imóvel onde as vítimas estavam e de atuar sob as ordens do marido. A prisão de Emile foi convertida em preventiva na audiência de custódia.

As investigações apontam que Pedro Vitor e Emile agiram de forma articulada. Ele coordenava remotamente as ações, enquanto ela executava tarefas na capital, como receber as transferências e indicar o cativeiro. A polícia continua as buscas para identificar e responsabilizar todos os envolvidos no crime.