O Ministério Público da Bahia (MP-BA) abriu uma investigação para apurar a realização da perigosa "guerra de espadas" no distrito do Bravo, em Serra Preta, na Bahia. A medida, oficializada pela Justiça de Feira de Santana, surge depois de várias denúncias de que a prática continuou firme durante os festejos juninos de 2025, mesmo com todas as recomendações de segurança e proibições que já existiam.
Quem está à frente desse procedimento é o promotor Carlos André Milton Pereira. O foco principal é entender como a "guerra de espadas" pôde acontecer, já que a prefeitura de Serra Preta, comandada pelo prefeito Franklin Leite (Avante), havia recebido orientações claras no início do ano. Essas orientações proibiam o apoio, a divulgação ou qualquer tipo de omissão em relação à fabricação e ao uso desses artefatos explosivos nas ruas.
Por que a "Guerra de Espadas" é tão perigosa?
Embora algumas pessoas defendam a "guerra de espadas" como uma tradição cultural, as autoridades são categóricas: é uma atividade de altíssimo risco. Os artefatos são feitos de forma artesanal, sem nenhum controle técnico, o que os torna imprevisíveis e muito perigosos. Os perigos são muitos:
- Queimaduras graves e mutilações: A proximidade com os explosivos pode causar ferimentos sérios e irreversíveis nas pessoas.
- Danos ao patrimônio: Prédios públicos e propriedades particulares correm o risco de serem atingidos e danificados.
- Risco de incêndios: A pólvora e o fogo soltos em áreas residenciais podem provocar grandes incêndios, colocando em risco casas e a vida das famílias.
A investigação do Ministério Público começou por conta de uma denúncia feita por um cidadão, que procurou o Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC). Agora, o trabalho do MP-BA é checar se as diretrizes de segurança foram realmente ignoradas e quem são os responsáveis pela circulação desses explosivos durante as festas de 2025.
Quais serão os próximos passos?
Com essa investigação em andamento, o Ministério Público da Bahia aumenta a pressão tanto sobre a administração municipal quanto sobre as forças policiais. O objetivo é mapear a real extensão da prática da "guerra de espadas" em 2025 e identificar os responsáveis. Se ficar comprovado que houve "vista grossa" ou leniência por parte dos gestores com essa prática ilegal, a investigação pode virar ações na Justiça, com possíveis sanções e punições para os envolvidos.

