O juiz Bernardo Mario Dantas, responsável pelo julgamento do caso Sara Freitas, solicitou nesta terça-feira (24) que o público deixasse a sala do júri em Salvador. A medida foi tomada para a exibição restrita de um vídeo com o depoimento da filha da cantora, gravado meses após o crime.
A decisão permitiu que o conselho de júri analisasse o material sem a presença de familiares, imprensa, estagiários de direito e outros presentes. Equipes do Batalhão de Guardas da Polícia Militar, responsáveis pela segurança do local, foram autorizadas a permanecer no ambiente durante a exibição.
A reprodução do vídeo ocorreu após a defesa de Ederlan Mariano, apontado como mandante da morte de Sara Freitas, solicitar novas oitivas da adolescente, pedido que foi negado pelo juiz. Segundo a Justiça e o Ministério Público, a garota não deve ser exposta a mais depoimentos sobre o crime.
Contexto do julgamento Sara Freitas
A promotora do caso explicou que a questão já foi decidida em mais de três ocasiões durante o processo. Conforme a promotora, o Ministério Público, após investigação da Polícia Civil, identificou o pai da adolescente como um dos envolvidos no crime. A legislação impede a exposição da criança nessas condições, em referência à Lei nº 13.431/2017, conhecida como Lei da Escuta Protegida, que estabelece o sistema de garantia de direitos da criança e do adolescente vítima ou testemunha de violência.
O julgamento de Ederlan Mariano, que se estende por vários dias, busca apurar as circunstâncias da morte da cantora gospel Sara Freitas. O caso tem gerado grande repercussão na Bahia e no Brasil, com acompanhamento intenso da mídia e da sociedade.

