O julgamento do caso Sara Freitas prossegue nesta terça-feira (24), no Fórum Criminal de Dias D’Ávila, na Região Metropolitana de Salvador. O júri popular ouve 17 testemunhas e julga três réus acusados de participação no feminicídio da jovem.
A sessão, que ocorre em segredo de Justiça com restrições ao público e à imprensa, tem previsão de se estender por mais dias. O juiz Bernardo Mário Dantas Lubambo, titular da 14ª Vara Criminal da Comarca de Salvador, manifestou a intenção de concluir a sessão ainda hoje.
O conselho de sentença é composto por quatro mulheres e dois homens. Quatro promotores e representantes da defesa atuam no processo. A mãe de Sara, Dolores Freitas, foi a primeira testemunha do Ministério Público a depor.
Entenda o julgamento de Sara Freitas
O rito do julgamento de Sara Freitas nesta terça-feira (24) começou com o depoimento das cinco testemunhas do Ministério Público. Em seguida, são ouvidas as testemunhas de defesa, que variam de três a cinco pessoas por réu.
Após os depoimentos, ocorrem os interrogatórios dos acusados. Na sequência, o Ministério Público e a defesa iniciam um debate, com duração máxima de 2h30 para cada lado. Por fim, há a réplica, com direito a 2h para cada parte.
O crime que resultou no julgamento de Sara Freitas ocorreu em 24 de outubro de 2023, na entrada do Povoado Leandrinho. Segundo a denúncia do Ministério Público, Sara foi atraída com um falso convite para um evento religioso e morta com 22 golpes de faca.
O corpo da vítima foi ocultado e queimado. As investigações indicam que os três réus agiram de forma organizada, com divisão de tarefas, motivados por promessa de recompensa financeira e interesses relacionados à carreira artística de um dos envolvidos no caso.

