Polícia

Jovem tem diagnóstico de HIV exposto em UPA de São Paulo

Paciente de 23 anos denunciou que resultado de exame foi lido em voz alta na presença de outras pessoas, gerando constrangimento
Por Redação
Jovem tem diagnóstico de HIV exposto em UPA de São Paulo
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Um jovem, de 23 anos, teve o diagnóstico de HIV exposto publicamente dentro de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Ribeirão Preto, interior de São Paulo. O caso ocorreu na última segunda-feira (9) e é investigado pela Secretaria Municipal de Saúde.

Segundo o relato do paciente, ele buscou atendimento na UPA Oeste para iniciar o protocolo de profilaxia pós-exposição (PEP), indicado após possível contato com o vírus. Após reclamar da demora, o resultado do exame de HIV foi divulgado em voz alta por profissionais de saúde.

De acordo com o jovem, uma médica informou o resultado positivo enquanto ele estava em uma sala de observação compartilhada. Pouco depois, uma enfermeira reforçou a informação, também sem sigilo, na presença de mais de dez pessoas.

Investigação e direitos do paciente

O paciente afirmou ter se sentido "constrangido, envergonhado e muito triste" com a situação. Ele registrou um boletim de ocorrência e cobra providências das autoridades.

A advogada Julia Gobi Turin, que representa o jovem, aponta violação do sigilo médico e classifica o atendimento como discriminatório. Ela destaca que a legislação brasileira proíbe a divulgação da condição sorológica de pacientes com HIV, prevendo punições como indenização por danos morais e prisão de um a quatro anos, conforme a Lei nº 12.984/2014.

A defesa notificou a Secretaria Municipal de Saúde e solicitou a abertura de sindicância para apurar a conduta das profissionais envolvidas. Uma das funcionárias foi afastada das atividades, mas a identidade não foi divulgada.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde informou que a Fundação Hospital Santa Lydia, responsável pela gestão da UPA, instaurou um procedimento administrativo para investigar o caso. A secretaria acompanha a situação e reforça que questões de sigilo e privacidade do paciente são tratadas com seriedade.