A Polícia Civil da Bahia deflagrou a Operação Peptídeos, que resultou na prisão de um dentista em Salvador, suspeito de envolvimento em um esquema de comercialização irregular de canetas emagrecedoras. A ação, que mobilizou equipes em diversas cidades baianas e até em São Paulo, visa desarticular a venda clandestina de medicamentos sem a devida autorização e controle sanitário.
O profissional identificado como Gustavo Gesteira foi encontrado em seu apartamento na Ladeira da Barra, área nobre da capital baiana, onde residia com a esposa, que é médica. No local, foram apreendidas diversas canetas emagrecedoras, produtos que estão no centro das investigações. O casal foi levado para prestar depoimento.
Operação Peptídeos: Alcance e Prisões
A Operação Peptídeos resultou na prisão de 13 pessoas, sendo três em flagrante e nove por mandados de prisão temporária. A ação cumpriu 57 mandados de busca e apreensão em residências e estabelecimentos ligados a profissionais de saúde e estética. Os alvos estavam em bairros de Salvador como Valéria, Cajazeiras, Ondina e Pituba, além de cidades da Região Metropolitana (Lauro de Freitas, Camaçari) e interior (Feira de Santana), e até na capital paulista.
Entre os locais de busca na capital baiana, destacam-se uma loja em um empresarial no Caminho das Árvores, uma farmácia em Ondina e uma clínica instalada em um hospital na mesma região. Durante as apreensões, foram encontrados medicamentos para obesidade e diabetes, incluindo a substância Retatrutide, que ainda não possui autorização para comercialização no Brasil.
Comercialização Irregular e Riscos à Saúde
As investigações apontam que os produtos eram amplamente divulgados e vendidos para fins estéticos e de emagrecimento, muitas vezes sem prescrição médica e fora dos padrões sanitários exigidos pela legislação. A comercialização ocorria principalmente por redes sociais e aplicativos de mensagens, com indícios de transporte e armazenamento sem controle sanitário adequado e venda sem comunicação aos órgãos de vigilância.
A venda ilegal de canetas emagrecedoras e outros medicamentos sem regulamentação representa um sério risco à saúde pública, expondo consumidores a produtos de origem duvidosa e sem acompanhamento profissional adequado.

