A inflação das passagens aéreas no Brasil registrou um aumento de 17% nos últimos dois meses, conforme dados do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) divulgados na última sexta-feira (10). A alta é diretamente influenciada pelo encarecimento do querosene de aviação (QAV).
O combustível teve uma cobrança 45% maior, impactando os custos operacionais das companhias aéreas. A elevação, segundo o IPCA, tem relação com a guerra no Oriente Médio, que afeta o mercado global de petróleo.
Para tentar conter a crise econômica e o impacto no bolso do consumidor, o Governo Federal implementa medidas. Entre as ações está a redução do imposto de Pis/Cofins sobre o QAV, visando diminuir o preço final das passagens e a inflação.
Impacto e Medidas Governamentais
O encarecimento das passagens aéreas afeta diretamente as companhias e o setor turístico, levando consumidores a adiarem ou cancelarem viagens. Este cenário causa prejuízos significativos para a economia do país, incluindo a Bahia, que depende do fluxo turístico.
Além da desoneração do QAV, o governo autorizou a criação de linhas de crédito para as companhias aéreas. Esses financiamentos, que incluem recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac), são destinados à compra de combustível e capital de giro. O objetivo é reduzir o peso dos investimentos e garantir a continuidade das operações.
As medidas buscam estabilizar o mercado e assegurar o fluxo normal de viagens, minimizando os efeitos da inflação das passagens aéreas sobre a população e a economia.

