Política

Inflação de passagens aéreas dispara 17% em dois meses no Brasil

Alta do querosene de aviação, impulsionada pela guerra no Oriente Médio, eleva custos e afeta setor de turismo no país
Por Redação
Inflação de passagens aéreas dispara 17% em dois meses no Brasil
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A inflação das passagens aéreas no Brasil registrou um aumento de 17% nos últimos dois meses, conforme dados do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) divulgados na última sexta-feira (10). A alta é diretamente influenciada pelo encarecimento do querosene de aviação (QAV).

O combustível teve uma cobrança 45% maior, impactando os custos operacionais das companhias aéreas. A elevação, segundo o IPCA, tem relação com a guerra no Oriente Médio, que afeta o mercado global de petróleo.

Para tentar conter a crise econômica e o impacto no bolso do consumidor, o Governo Federal implementa medidas. Entre as ações está a redução do imposto de Pis/Cofins sobre o QAV, visando diminuir o preço final das passagens e a inflação.

Impacto e Medidas Governamentais

O encarecimento das passagens aéreas afeta diretamente as companhias e o setor turístico, levando consumidores a adiarem ou cancelarem viagens. Este cenário causa prejuízos significativos para a economia do país, incluindo a Bahia, que depende do fluxo turístico.

Além da desoneração do QAV, o governo autorizou a criação de linhas de crédito para as companhias aéreas. Esses financiamentos, que incluem recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac), são destinados à compra de combustível e capital de giro. O objetivo é reduzir o peso dos investimentos e garantir a continuidade das operações.

As medidas buscam estabilizar o mercado e assegurar o fluxo normal de viagens, minimizando os efeitos da inflação das passagens aéreas sobre a população e a economia.