Um incêndio de grandes proporções atingiu um conjunto habitacional no bairro do Stiep, em Salvador, na Bahia, nesta sexta-feira (27), deixando um saldo de 12 pessoas feridas. A explosão, que deu início ao fogo, também causou um desabamento parcial na estrutura do prédio, mantendo a edificação em risco de colapso.
Entre os feridos, quatro precisaram ser levadas para o hospital, incluindo dois agentes do Corpo de Bombeiros que atuavam na operação de resgate. As outras vítimas estão recebendo os primeiros socorros em uma área de triagem montada no próprio local, com o apoio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Bombeiros e o cenário complexo
O Coronel Aloísio Fernandes, do Corpo de Bombeiros, deu detalhes da situação em coletiva de imprensa. Ele explicou que, apesar da violência da explosão, a rápida ação dos bombeiros ajudou a conter danos maiores.
"Já retiramos todas as vítimas visíveis. Fizemos a evacuação de 12 vítimas, quatro precisavam de atendimento médico e já foram transportadas. Montamos uma zona de triagem de vítimas para fazer a avaliação junto ao apoio do Samu, então ainda tem vítima recebendo atendimento", disse o Coronel.
Aloísio Fernandes também destacou a complexidade do incidente, revelando que a situação poderia ter sido bem pior. "Para a complexidade e violência dessa explosão, a gente pode afirmar que os danos foram até reduzidos em razão da violência. Não que, objetivamente, os danos não tenham sido de grande monta, pois tivemos desabamento de uma parte do prédio", afirmou.
Além das pessoas, a equipe de resgate conseguiu salvar dois cachorros, que foram entregues em segurança aos seus tutores. O trabalho de varredura no local continua, buscando por possíveis vítimas que ainda não foram localizadas.
Prédio corre risco de desabar?
A preocupação maior agora é com a estrutura do conjunto habitacional. O desabamento parcial deixou rachaduras visíveis, o que acende um alerta para um possível colapso. A Defesa Civil de Salvador (Codesal) será a responsável por fazer uma avaliação detalhada para determinar se o prédio tem condições de segurança.
"A principal preocupação é que existem muitas rachaduras e a gente precisa estar avaliando com constância a possibilidade de colapso. A princípio tem rachaduras e elas estão estabilizadas, mas a dinâmica de um acidente como esse é que pode acontecer uma movimentação", alertou o Coronel Aloísio Fernandes.
Sobre a possibilidade de um novo incêndio, o profissional tranquilizou a população, afirmando que o risco é mínimo. Ele explicou que a explosão inicial consumiu o combustível gasoso, diminuindo as chances de o fogo recomeçar. "Nós trabalhamos com o propósito de assegurar o ambiente", garantiu.
Desafios no resgate e segurança da equipe
Moradores que acompanhavam a operação relataram dificuldades na chegada de alguns equipamentos dos bombeiros, especificamente sobre o uso de uma escada para resgate. No entanto, o Coronel Fernandes esclareceu que a ausência dessa escada específica não atrapalhou a operação.
"São critérios operacionais. A nossa plataforma precisa de uma área razoável para apatolar e acessar a edificação. Aqui a distância não permitiria a operação da nossa escada mecânica e só traria embaraço à zona de estacionamento e acesso das viaturas que efetivamente serviram. Não houve qualquer prejuízo à operação a ausência dessa escada, uma vez que todas as vítimas foram evacuadas em segurança", explicou.
Mesmo com três bombeiros feridos durante o atendimento, Aloísio Fernandes assegurou que todos os profissionais atuam com os equipamentos de proteção individual (EPIs) adequados, garantindo a segurança da equipe. "Nós não colocamos os bombeiros em situação de risco", finalizou.

