Moradores de Ilhéus, no sul da Bahia, denunciaram nesta quinta-feira (2) a distribuição de peixe em estado de putrefação pela prefeitura, durante a Semana Santa. As famílias relataram ter recebido o pescado com mau cheiro e larvas, o que causou indignação na população.
A distribuição, coordenada pela gestão do prefeito Valderico Júnior (União Brasil), gerou filas antes do amanhecer. Contudo, a expectativa de garantir a refeição tradicional do feriado religioso se transformou em decepção para muitos que receberam os pacotes.
Segundo relatos de moradores, o peixe estava mole, com odor forte e característico de carne deteriorada. A situação foi classificada como um "descaso total com o povo" por um dos beneficiados que preferiu não se identificar.
Repercussão e investigação
A gravidade das denúncias aponta para uma falha crítica na cadeia de suprimentos ou no armazenamento do produto. O pescado, que exige refrigeração rigorosa e manuseio específico, pode ter chegado aos centros de distribuição já comprometido.
Nas redes sociais, vídeos que mostram os parasitas nos alimentos foram amplamente compartilhados, gerando uma onda de revolta. Moradores destacaram que a questão não é apenas de má qualidade, mas representa um risco biológico direto à saúde pública.
O episódio ocorre em um momento de pressão para a administração de Valderico Júnior. A oposição na Câmara Municipal já se movimenta para solicitar a abertura de uma auditoria sobre os contratos de compra do pescado e a responsabilidade técnica pela conservação dos alimentos.
A reportagem do Correio Baiano procurou o prefeito de Ilhéus, Valderico Júnior, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria.

